quinta-feira, 12 de outubro de 2017

“Argumentos e evidências são para os que tem fé fraca.” – Uma Resposta

http://www.patheos.com/blogs/unequallyyoked/2016/07/rational-faith-more-working-hypothesis-than-logical-proof.html

Proponentes do Fideísmo costumam dizer que aqueles que possuem argumentos e evidências para sua fé são os que possuem uma fé fraca e, por isso, precisam de um apoio intelectual para ela.
Já lidamos com argumentos baseados em João 20:29 e Hebreus 11:1, que são versículos usados para tentar defender uma fé cega com base na Bíblia. Agora, vamos lidar com a afirmação de que as evidências são para aqueles que possuem uma fé fraca.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Qual a origem de todas as coisas?


  “De onde viemos”? “O Universo foi criado ou sempre existiu”? ”Qual a origem de todas as coisas”? “Como podemos ter certeza de que o que conhecemos é a verdade”? “Qual a melhor maneira de viver”? Perguntas como estas são feitas por qualquer um, são universais, não importa o grau de instrução, raça, idade ou, até mesmo, local de origem. Meu palpite é que você também já pensou sobre estas perguntas. Mas será que o Cristianismo responde a estas grandes questões da humanidade? É pensando em uma destas questões que escrevo este texto, mas não com a minha interpretação, baseio o texto nos escritos de Francis Schaeffer. A Pergunta que respondemos neste texto é: ”Qual a origem de todas as coisas”?


Para o referido autor existem três respostas para esta pergunta, são elas: 
  • ·         Tudo se origina do nada;
O erro que Schaeffer observa neste pensamento é que sempre que dizemos que tudo vem do nada, este “nada” já é alguma coisa e não “nada” realmente. O nada é ausência de ser, mas aqueles que defendem esta posição costumam chamar de “nada” alguma coisa. Geralmente este “nada” é o que chamamos de vácuo quântico – uma flutuação de energia que produz matéria- mas, se alguém o considerar como “nada”, se constituirá uma contradição – como já foi dito acima – para o autor.
  •              Tudo possui uma origem impessoal;
Existem dois problemas que esta resposta desconsidera. A origem impessoal não explica a complexidade da vida e do universo, como também deixa de responder a pessoalidade humana (o que distingue o homem do restante da criação). Como pode o homem ser pessoal se teve uma origem impessoal? Como pode o impessoal gerar o pessoal? Como podem leis naturais gerar complexidade se o processo não é guiado por qualquer ser pessoal? As duas únicas respostas decentes para estas perguntas são: a) Necessidade Física: diz que era necessário que existisse complexidade, tal qual é necessário que existam leis naturais. Este pensamento cai por terra quando entendemos que as leis da natureza não implicam uma necessidade física. b) Acaso: diz que a pessoalidade  e a complexidade são frutos de um processo sem propósito algum que demorou tempo suficiente para que o acaso consiga os fazer nascer. Ideia estranha, não é? Bem, a minha resposta é que ela é improvável. Assim, a origem impessoal não explica a complexidade nem mesmo a pessoalidade humana.
  •              Tudo possui uma origem pessoal;
Esta parece ser a melhor posição, já que responde muito bem a complexidade do Universo e a pessoalidade humana. Uma causa pessoal parece ser mais verdadeira que uma impessoal. Mas esta causa deve ser infinita e independente do Universo causado. O Cristianismo responderia que esta causa é Deus. Sabemos que o Deus cristão é infinito, mas como poderíamos demonstrar que Ele independe do mundo? É neste ponto que Schaeffer recorre à trindade. No Cristianismo a concepção de Deus é bastante sofisticada, onde Ele é dividido em três pessoas que se amam e se amavam antes da criação do mundo (Deus é só um que se divide em três pessoas). Deus não dependia do mundo para ser amado, Ele já era amado antes da criação do Universo e do homem. É por estes motivos – Deus ser pessoal,  infinito e independente do mundo – que Deus é a melhor explicação para a origem do Universo.
Assim, pode-se concluir que Deus existe – visto que é a melhor explicação para o problema exposto (a origem de todas as coisas) e como tal, existe por necessidade – e que não está em silêncio, pois comunicou a sua existência a nós, como também os seus atributos. O Deus pessoal, infinito e independente fala conosco.
Caio Peclat da Silva Paula

sexta-feira, 21 de julho de 2017

O que os Estudiosos de Grego Pensam da Tradução do Novo Mundo da Bíblia da Sociedade Torre de Vigia?


Por Chad A. Gross

Em seu pequeno livro Os Fatos sobre as Testemunhas de Jeová, os autores John Ankerberg e John Weldon contendem que “estudiosos de Grego, Cristãos e não cristãos universalmente rejeitam...” [1] a Tradução do Novo Mundo (TNM) da Bíblia usada pelas Testemunhas de Jeová.
Um exemplo que eles oferecem é o falecido Dr. Julius Mantey. Como os autores explicam:

Mantey foi um dos principais estudiosos de Grego no mundo. Ele foi o autor de Hellenistic Greek Reader [Leitor de Grego Helenístico] e co-autor, com H. E. Dana, de A Manual Grammar of the Greek New Testament [Um Manual de Gramático do Novo Testamento Grego]. Não apenas ele rejeitava a TNM, ele publicamente demandou que a Sociedade parasse de citar sua Grammar para sustentá-la. [2]

Mantey escreveu:

Eu nunca li o Novo Testamento tão mal traduzido como em The Kingdom Interlinear Translation of the Greek Scriptures [A Tradução Interlinear do Reino das Escrituras Gregas]. De fato, não é nem sua tradução. Na verdade, é uma distorção do Novo Testamento. Os tradutores usaram o que J. B. Rotherham traduziu em 1893, para a linguagem moderna, e mudaram a leitura em porções de passagens para que falassem o que as Testemunhas de Jeová crêem e ensinam. Isso é uma distorção, não uma tradução.[3]

Bruce Metzger, outro estudioso do Novo Testamento bem conhecido, disse, “As Testemunhas de Jeová incorporaram em suas traduções do Novo Testamento diversas renderizações erradas do Grego.” [4]
O Dr. Robert Countess, que escreveu sua dissertação para seu Ph.D em grego na TNM, concluiu que a tradução:

... tem sido acentuadamente sem sucesso em manter considerações doutrinarias da influencia da tradução real... Ela deve ser vista como uma obra radicalmente tendenciosa. Em alguns pontos ela realmente é desonesta. Em outras ela não é nem moderna e nem acadêmica. E entrelaçado em sua fabricação ela é uma aplicação inconsistente de seus próprios princípios enunciados no Prefácio e no Apêndice. [5]

Como se isso não fosse o bastante, o estudioso Britânico H. H. Rowley chamou a TNM de “um insulto à Palavra de Deus.” [6]
Então, de acordo com estudiosos Cristãos e não-Cristãos, a TNM é tendenciosa, desonesta e errada.

Traduzido de:
TRUTHBOMB APOLOGETICS, What do Greek Scholars Think of the Watchtower Society’s New World Translation of the Bible?, 21 de julho de 2017, disponível em http://truthbomb.blogspot.com.br/2017/07/what-do-greek-scholars-think-of.html  acesso em 21 de julho de 2017




[1] John Ankerberg and John Weldon, The Facts on Jehovah's Witnesses, p. 31.
[2] Ibid., 32
[3] Ibid.
[4] Ibid.
[5] Ibid.
[6] Ibid.

terça-feira, 11 de julho de 2017

O Deus que não merecemos - Por: Caio Peclat

O Deus que não merecemos



Um Deus que ainda não existe. O Deus que imaginei castiga qualquer um que colocar os pés nesta Terra. Terra suja de sangue. E de quem é o sangue? “Dos homens que meu Deus torturar e os assistir implorando, com a voz trêmula, por misericórdia com os olhos anunciando o terror presente”. Para castigar, somente um Deus mau. Um Deus que poupa somente os inocentes. Inocentes? Como se esta ideia fosse real. Se houvessem inocentes, Ele até pouparia, mas não há inocentes. Todos merecem uma punição mais grave que a morte.
Este Grande juiz ainda não nasceu, mas bem que merecíamos sermos julgados por Ele. Merecemos um Deus que ama a destruição e o sofrimento do homem. A morte, para nós, seria a punição mais branda. Todos são culpados. Mas e o Deus que existe? Bem, Ele é um Deus de amor. Um Deus de infinita bondade e misericórdia dos homens. Não merecemos Deus, merecemos o Diabo. Não merecemos a salvação prometida por este Deus, mas quem disse que Ele se importa com o merecimento? Ele te dá mesmo assim.
 Olhe a sua volta. Estrelas, montes, animais, talvez vales, ou um mar, até mesmo um deserto. O Deus que existe não fez tudo isto pensando em como é prazeroso criar mundos, foi pensando em você. Não merecíamos a vida, mas a possuímos sem merecer. O Deus que inventei faria você implorar para viver no Inferno, já o [Deus] que existe, promete te levar para o Céu. Já que não merecemos a vida até mesmo viver no Inferno já é um favor, te colocar lá é uma prova da bondade Divina. Não somos nem mesmo dignos de termos nascido, até mesmo uma vida miserável nos é um grande favor.

Caio Peclat da Silva Paula

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Por que rejeitar Ellen White?


Desde que eu saí da Igreja Adventista do Sétimo Dia, me perguntaram o porquê de eu ter saído. Uma das respostas a essa pergunta é: Ellen White. Nem lendo “Caminho a Cristo” ou qualquer uma dessas “obras bonitinhas” eu fui convencido por ela. As razões para isso já foram expostas em outro texto, mas vamos aprofundar nelas.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

P&R #4 - Adão nomeando os animais

http://www.holyhome.nl/bvib-09.html

Pergunta


Olá, primeiramente gostaria de parabenizar pelo conteúdo do blog, muito bom mesmo!
Tenho uma pergunta que possivelmente coloca em cheque o ponto de Adão não ter tempo para nomear todos os animais no sexto dia: Era realmente necessário nomear todos os tipos de animais e "almas viventes" citados em Genesis 2 v19 e v20 ? Porque partindo do ponto de vista do autor de Gênesis seria consistente pensar que não eram muitos animais, uma vez que os judeus provavelmente conheciam poucas espécies, assim do ponto de vista do autor do texto me parece coerente pensar que Adão teve tempo suficiente pra dar o nome de todas as espécies conhecidas pelos judeus.
Também gostaria de pedir indicações de material defendendo diluvio local (livros que defendam essa posição de maneira biblica).
E outra pergunta, apesar de já ter visto argumentos para crer que Êxodo 20 v10 e 11 não defendem os dias de Gênesis 1 como sendo literais, você ainda se sente inseguro com a abordagem biblica "old earth"?
Agradeceria de coração uma resposta, sou simpático ao criacionismo progressista mas ainda me sinto inseguro na questão, se puder indicar livros e vídeos falando a respeito do tema ficaria muito mas MUITO grato mesmo, abraços!

Atenciosamente,
Jessé de Souza Martins da Silva

Resposta


Eu não acho, Jessé, que seja relevante quantos animais o autor de Gênesis conhecia. O simples fato dele nomear os tipos de animais que seriam nomeados já abrange todos os que haviam sido criados anteriormente. O contexto de criação, antes de Adão ter de nomear os animais, implica que Adão, na verdade, nomeou todos os animais criados antes, não apenas os que o autor de Gênesis conhecia.
O texto de Gênesis 2 diz:

Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todo o animal do campo, e toda a ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome.
E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo o animal do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea.
Gênesis 2:19,20

Antes disso, o texto narra no versículo 19 que “o Senhor Deus formou da terra todo animal...” É importante ressaltar que o hebraico para “todo” é kol, que significa literalmente, todos. O contexto não da suporte à interpretação apresentada, pelo fato de seguir uma linha:
- Deus criou todo o universo
- Deus construiu tudo no universo
- Deus formou todos os animais
Não faria muito sentido Deus criar tudo e de repente apenas focar nos animais conhecidos pelo autor. Acredito que até mesmo Moisés sabia que havia muitos animais ele não conhecia!
Podemos mostrar outras partes da Bíblia em que o autor também não sabia o que estava se passando, mas narrou de sua maneira. Por exemplo, em Josué 10:13, o sol não parou literalmente, mas sim a terra que parou. Temos aqui a narrativa com o conhecimento do autor, mas esse conhecimento não abrange tudo o que aconteceu de fato. Do mesmo modo, mesmo se Moisés estivesse narrando com base nos animais que conhecia, ainda assim o texto não permite que esse conhecimento do autor abrangesse tudo o que aconteceu. De fato, isso não respeitaria o sentido óbvio do texto. Seria necessário uma pressuposição ad hoc e tentar encaixa-la no texto para que essa interpretação funcionasse, sendo assim uma eisegese, não exegese.
Com respeito a sua segunda pergunta, o que eu posso recomendar é o site godandscience.org e oldearth.org.
Já para a terceira, você diz “apesar de já ter visto argumentos para crer que Êxodo 20 v10 e 11 não defendem os dias de Gênesis 1 como sendo literais, você ainda se sente inseguro com a abordagem bíblica ‘old earth’?” De modo nenhum! Eu tenho plena certeza que a Bíblia em parte alguma ensina a criação recente. A criação recente, a meu ver, é biblicamente fantasiosa e cientificamente indefensível. A ciência de terra jovem depende muito da demonstração de que métodos de datação não funcionem. Também é altamente improvável que tudo o que sabemos nos ramos de geologia, cosmologia, física e biologia estejam errados. Quanto aos argumentos bíblicos, eles também parecem defeituosos. O que é algo que eu já argumentei bastante na série Criacionismo Progressivo, aqui do blog.
Livros que posso te recomendar sobre o assunto são:
- A Matter of Days, Hugh Ross
Espero que tenha ajudado!

Paz,

Felipe Forti

terça-feira, 23 de maio de 2017

Como pensar o problema do sofrimento


Como pensar o problema do sofrimento

Por: Caio Peclat da Silva Paula

ATENÇÃO: Neste post não fiz a distinção entre mal moral e mal físico. Não é um texto introdutório. Sugiro leitura deste texto aqui.
Se você estuda a arte do pensamento, perceberá que para responder uma pergunta complexa é necessário construir um sistema filosófico, uma estrutura de pensamento. Eu não sei se você já teve esta impressão, mas quando estudei o problema do sofrimento (pode ser conceituado como: “Por que um Deus bom e amoroso permitiria o sofrimento humano?”) conseguia encontrar algumas explicações, mas nada concreto, parecia que todas as tentativas de respostas (teodiceias) foram em vão. Neste contexto nasce a estrutura que John W. Wenham para, primeiro pensar, e depois responder o problema do sofrimento.
  • ·         Liberdade;

Este ponto é praticamente universal entre a maioria dos autores que já li. A liberdade é o que possibilita que a ação humana seja boa ou má. Assim, a natureza pecaminosa humana faz com que a ação a ser escolhida seja a má. Neste sentido, boa parte do mal que existe no mundo é causada primeiramente pelo pecado, e este pela liberdade do homem. Contudo, dessa vez, tenho que ir além de Wenham para demonstrar o motivo de possuirmos a liberdade.
Primeiramente note que se retirarmos a liberdade do homem, com certeza grande parte do mal não existiria. Entretanto, não seríamos livres. Se existe uma coisa que Deus valoriza muito é o relacionamento. E para que um relacionamento seja sincero é essencial que haja a escolha de relacionar-se. E para que uma escolha seja feita, necessário é, evidentemente, a existência da liberdade. Após esta leitura tenho certeza que você pode compreender perfeitamente que a liberdade é um ato de amor de Deus.
  • ·         Pecado;

Wenham também acredita que “o pecado seja relacionado ao sofrimento, sendo este um desestímulo”. Neste sentido, o mal seria tal como a dor de uma ferida. O mal (ou o sofrimento) avisaria que existe algo errado e que deve ser concertado. No caso a ferida deve ser tratada e deve-se tomar cuidado para não causar uma nova ferida, pois a dor é incômoda. Assim, sempre que alguém pensar em pecar lembrar-se-á do mal que o pecado traz.
  • ·         Nosso bem supremo através do sofrimento;

Lembro-me de um autor que dizia que tudo de grande nesta Terra se fez grande por ter passado pelo sofrimento. Neste sentido, o sofrimento é uma ponte para que se alcance a glória. É com este pensamento em mãos que Wenham diz que o que possuímos de mais precioso – a salvação – foi construído em meio à dor, horror e sofrimento na cruz. É assim que temos que lembrar que o sofrimento não é um obstáculo, mas um caminho para a grandeza.
  • ·         Não sabemos de tudo ainda;

“Quem é o homem para dar a impressão de que compreende a sabedoria infinita e a complexidade dos propósitos divinos?” – diz Wenham. O intelecto humano é limitado e não conhece todas as coisas. Portanto, não devemos questionar Deus por coisas que não sabemos. Deus pode ter um motivo muito especial para que exista o meu e o seu sofrimento, contudo, este motivo pode ser tão complexo que nem o mais inteligente de nós poderia entender. Se Deus nos respondesse a pergunta “Por que sofremos?”, neste pensamento, Ele diria algo parecido com isso: “Eu te responderei, mas na minha resposta irei falar de coisas que você ainda não conhece, como pessoas, leis da natureza e uma matemática muito complicada para você entender...”.
  • ·         O sofrimento pode estimular a vida espiritual;

É nítida a impressão, ao se ler a história de homens que andaram com Deus, de que ainda que o sofrimento seja doloroso, há algo de útil no mesmo. É impressionante a capacidade de o sofrimento tornar aquele que sofre um tanto mais sensível a dor do outro. Acredito que não seja necessário falar que esta não é a única característica que o sofrimento nos trás como um presente. Aquele que passa pelo sofrimento (geralmente) bebe do néctar das mais altas virtudes. O sofrimento nos leva para perto de Deus. Este é um fato que cada história bíblica (que envolve o sofrimento) nos apresenta como lição.
  • ·         Retribuição, Postergada e atinge a todos;

No Direito Penal brasileiro vigente, um dos fundamentos da pena é a retribuição. O criminoso comete a infração penal e o Estado retribui com a pena. Para o autor em questão, o sofrimento é a retribuição de Deus dá ao pecado humano. De modo análogo ocorre com uma ação boa a recompensa divina. Mas é interessante notar que esta retribuição é postergada, pois assim o pecador teria tempo para se arrepender e aquele que pratica o bem, mais uma oportunidade para aprofundar a sua fé. Necessário é ressaltar que, o sofrimento é estendido a todos por, a priori, dois motivos, são eles: Para que todos vejam o poder de Deus e sua justiça; e para que todos recebam a punição. Mas neste ponto você me pergunta: ”Todos devem receber a punição? E os inocentes?”. A melhor resposta é: “Não há inocentes”!
  • ·         Sofrimento é limitado;

Mesmo que nosso sofrimento pareça grande, ele ainda é limitado a esta vida. Evidentemente, o cristianismo não acredita que a vida terrena vale por si mesma. Ela vale pela oportunidade de salvação que ela nos dá. Salvação esta que leva o homem à vida Eterna. Nesta segunda vida não há sofrimento. Mas se pudermos observar sinceramente (e também de modo racional – digo, livre de sentimentalismo tóxico) é possível concordar, mesmo que em primeiro momento seja difícil, com as palavras do apóstolo Paulo:

“A nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2 Cor 4.17).