quinta-feira, 25 de junho de 2015

“O Novo Testamento passou pelo jogo do telefone sem fio” – Uma Resposta

Tirinha da página "Um Sábado Qualquer"

Teria o Novo Testamento passado pelo “telefone sem fio”? Teria Jesus dito “goiaba” e chegou a nós como “peixe”? Será que a famosa brincadeira se aplica a forma como os Judeus-Cristãos transmitiram os ensinamentos de Jesus?


“O Novo Testamento passou pelo jogo do telefone sem fio” – Uma Resposta


Não foi “um autor”


Temos 27 livros no Novo Testamento, vindos de nove autores. Sabemos que os autores são diferentes por causa do estilo de escrita. As cartas começam com “eu Paulo”, “eu Pedro” ou “eu Tiago”. Sabemos que os evangelhos tiveram autores diferentes, pois seus detalhes secundários em alguns momentos divergem. Agora, por que isso é importante? Porque não é “uma mensagem” passando de ouvido em ouvido. Mas sim 27 mensagens de nove autores diferentes.

A data e as testemunhas


Alem disso, a data dada ao documento mais antigo do N.T. é de 15 anos depois dos acontecimentos. Apostolo Paulo cita uma tradição em 1 Coríntios 15 que estudiosos datam de no maximo 5 anos depois dos acontecimentos. As testemunhas estariam vivas e corrigiriam qualquer exagero.

O numero de cópias torna impossível uma adulteração


Temos mais de 5000 cópias do Novo Testamento. Quando elas são unidas, sabemos precisamente o que o original disse, com 99,95% de precisão. As únicas duvidas que restam são palavras como “nossa” e “vossa”. O único documento antigo que chega perto disso é a Ilíada, com 630 copias. Como historiador F. F. Bruce colocou:

"No mundo não há qualquer corpo de literatura antiga que, à semelhança do Novo Testamento, desfrute uma tão grande riqueza de confirmação textual" [F. F. Bruce, The books and the parchments, Old Tappan, p. 178]

E Sir Frederic Kenyon, ex-diretor do Museu Britânico diz:

"Não resta agora mais nenhuma dúvida de que as Escrituras chegaram até nós praticamente com o mesmo conteúdo dos escritos originais" [Frederic Kenyon, The Bible And Archaeology, p. 288]

A Tradição Oral Judaica


Os Judeus se importavam muito com o conteúdo que era passado pela tradição oral. Alguns deles chegavam a decorar o Antigo Testamento inteiro. Como Craig Blomberg apontou:

“Se fôssemos transportar a brincadeira para o contexto da comunidade do século I, teríamos de submetê-la aos seus critérios. Isso significa que cada pessoa repetiria em alto e bom som o que ouvira do vizinho e em seguida pediria ao primeiro que passara a informação que a confirmasse: "Está correto o que eu disse?". Se não estivesse, ele se corrigiria. A comunidade monitoraria constantemente a reprodução da mensagem e interferiria sempre que fosse preciso fazer alguma correção. Isso preservaria a integridade da mensagem. E o resultado seria muito diferente do da brincadeira infantil.” [Craig Blomberg, “As biografias de Jesus resistem à investigação minuciosa?” em Lee Strobel, “Em defesa de Cristo”, pp. 61-62]



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