sexta-feira, 26 de agosto de 2016

A Ressurreição de Jesus #Final - O Que Explica Melhor as Evidências?

Fonte: http://www.radiorainhadapaz.com.br/index.php/noticias/evangelizacao/formacao/25610-04-04-ele-nao-esta-aqui-ressuscitou

Ao longo da série, vimos quatro fatos que são aceitos pela gigantesca maioria de historiadores e críticos do Novo Testamento que servem de evidência para a ressurreição de Jesus. Esses fatos são: Sua crucificação, a tumba vazia, as aparições pós-morte e a origem da fé dos discípulos. Hoje, vamos avaliar a hipótese da ressurreição e recapitular o porque de outras hipóteses falham em explicar a evidência.

O Que Explica Melhor as Evidências?


Alucinações?


Vimos na série que alucinações falham miseravelmente para explicar as evidências. Nem ao menos as aparições pós-morte de Jesus podem ser explicadas por ela.
Em primeiro lugar, ela falha em explicar a tumba vazia. Desse modo, temos uma evidência que não é explicada pela hipótese das alucinações. Não apenas essa, mas a origem da fé dos discípulos também não pode ser explicada por essa hipótese. Dado o pano de fundo judaico, os discípulos no máximo teriam vindo a crer que Jesus apareceu a eles de forma sobrenatural. Seriam meras visões, não uma ressurreição. Seriam alucinações são não-físicas, e os discípulos não teriam problemas em distinguir uma visão (como a de Jesus à Paulo) de uma ressurreição física.
Nem ao menos as aparições pós-morte podem ser explicadas. Uma série de problemas aparece:
- Alucinações em conjunto são altamente improváveis
- Eles não eram propícios à alucinações
- Para um judeu, visões seriam evidência de morte, não de ressurreição
- As aparições provavelmente eram físicas, impossibilitando alucinações não-físicas.
Por fim, seria necessário um conjunto absurdo de hipóteses ad hoc para explicar os problemas das aparições como alucinações e as outras evidências.
Para não me alongar, eu falei mais da impossibilidade de alucinações durante a série. Leia clicando aqui.

Os discípulos roubaram o corpo?


Isso é altamente improvável. Sabemos por fontes extra-bíblicas que os discípulos estavam dispostos a morrer por suas crenças. A grande interrogação que fica é: Por que eles roubariam o corpo e morreriam sabendo a verdade?
Também há um problema ainda maior: Como isso explica a conversão de Paulo e de Tiago? Dois completos descrentes, de repente, se tornam os maiores lideres do Cristianismo primitivo, e tudo isso porque... os outros discípulos roubaram o corpo de Jesus?  Então, tal hipótese falha miseravelmente em explicar as aparições pós-morte e a origem da crença dos discípulos. Mas, há ainda mais. Qual seria a motivação deles pra isso? Pra ganhar perseguição, tortura e morte? Parece ser o plano perfeito. Eusébio, no quarto século, apresentou esse problema de forma irônica e brilhante:

Vamos nos unir e inventar todos os milagres e as aparições de ressurreição que nunca vimos, e vamos sustentar essa fraude até a morte! Por que não morrer por nada? Por que evitar a tortura e o açoite infligidos sem nenhuma razão? Vamos sair a todas as nações e derrubar as suas instituições e expor os seus deuses! E mesmo que não consigamos convencer a ninguém, pelo menos teremos a satisfação de atrair sobre nós mesmos a punição pela nossa própria mentira. (Eusébio, Demonstratio Evangelica)

Também de forma sarcástica, o Juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos, Antonin Scalia diz:

Os sábios não creem na ressurreição dos mortos. Isso é, de fato, completamente absurdo. Assim, tudo, desde a manhã de Pascoa até a Ascensão, teve de ser inventado pelos abjetos entusiastas como parte de seu plano para ser martirizados. (Justice Antonin Scalia, citado em William Proctor, The Resurrection Report, p. 181)

Além disso, se os discípulos tivessem roubado o corpo, qual seria a probabilidade de inventarem a história toda colocando mulheres como as primeiras testemunhas? Como vimos, naquela época (especialmente em uma comunidade judaica) mulheres não eram aceitas como testemunhas pra nada. Então, por que inventar toda a história de que elas descobriram a tumba?

As autoridades roubaram o corpo?


Não apenas essa hipótese falha em explicar todas as evidências como as da hipótese acima, como também levanta uma série que questões que a torna improvável. Sean e Josh McDowell resumem:

Essa teoria parece possível, até que alguém pergunte: Por que as autoridades fariam exatamente aquilo que lhes causou todos os seus problemas? Se as autoridades judaicas ou romanas tinham roubado o corpo, por que, então, acusaram os discípulos de roubá-lo? Essa acusação não faria sentido. Por que os soldados teriam informado o desaparecimento do corpo? Por que o suborno para encobrir o que os soldados viram? Se as autoridades estivessem com o corpo, seria de bom grado que o teriam apresentado para deter o movimento da ressurreição.
Quando os discípulos começaram a pregar a ressurreição, por que as autoridades não disseram: “Isso é bobagem! Nós demos ordens para remover o corpo!” Por que não levaram os que duvidassem ao novo local onde estaria o corpo, permitindo que as coisas se acomodassem, de uma vez por todas? (Sean McDowell e Josh McDowell, Evidências da Ressurreição, kindle pos. 3281)

As mulheres foram à tumba errada?


Altamente improvável. Como demonstrado no texto sobre a tumba vazia, a maioria dos historiadores creem que Jesus foi sepultado na tumba de José de Arimatéia, membro do Sinédrio Judaico. Isso torna a localização da tumba conhecida, e dificilmente teriam se enganado. Mesmo que tivessem, alguém as teria corrigido, dizendo que o corpo não sumiu, simplesmente foram na tumba errada, e isso teria impedido a história da ressurreição de se espalhar. Além disso, novamente, não explica as aparições pós-morte e nem a origem da crença dos discípulos.

Jesus não morreu?


Extremamente improvável. Não existem registros de ninguém que tenha sobrevivido a crucificação. Pra quem assistiu “A Paixão de Cristo”, saiba que o que é mostrado no filme não é nem 10% do castigo original da crucificação.
O medico Alexander Metherell avaliou toda a trajetória de Jesus e o método de crucificação aplicado. Metherell começa avaliando o que aconteceu no dia anterior: Jesus suou sangue. Na época podia ser um mistério, mas atualmente é uma condição medica conhecida chamada hematidrose. Esta ligada a um alto grau de estresse psicologico. É ocasionada por uma ansiedade extrema. Metherell afirma que após essa experiencia, a pele de Jesus devieria estar extremamente sensível (Alexander Metherell, entrevistado em Lee Strobel, Em Defesa de Cristo, p. 111).
Metherell foi perguntado se existia a minima possibilidade de Jesus ter sobrevivido, e diz:

“De jeito nenhum. Lembre que ele já estava em choque hipovolêmico da grande perda de sangue mesmo antes de a crucificação começar. Ele não poderia ter fraudado a morte, porque você não pode representar que não está respirando por muito tempo. Além disso, a lança enfiada em seu coração teria resolvido a questão de uma vez por todas. Os romanos também não estavam a fim de arriscar a própria vida deixando Jesus sair vivo dali. […] Eu lhe digo que isso é impossível. É uma teoria fantasiosa sem nenhuma base factual possível.” (idem, 114)

Além disso, se ele tivesse sobrevivido, por “milagre”, seu corpo estaria “destruído”, e não iria convencer ninguém. Até mesmo o grande estudioso anti-sobrenaturalismo do século XIX, David Strauss se propôs a destruir essa teoria:

É impossível que uma pessoa que foi roubada semimorta do sepulcro, que rastejou pela cidade, fraca e doente, necessitando de tratamento médico; que precisava ter suas feridas enfaixadas; que precisava ser fortalecida; que precisava de complacência, e que, no mínimo, se entregou aos seus sofrimentos, pudesse ter dado aos discípulos a impressão de que era um Vencedor sobre a morte e o sepulcro, o Principe da vida, uma impressão que está na base do futuro ministério dos discípulos. Essa ressuscitação poderia ter apenas enfraquecido a impressão que Ele havia causado sobre eles, na vida e na morte, e na melhor das hipóteses poderia apenas ter dado um tom lamentoso a eles, mas de maneira alguma poderia ter convertido a sua tristeza em entusiasmo, ter elevado a sua reverencia à adoração. (David Friedrick Strauss, The Life of Jesus for the People, vol 1, p. 412)

Jesus tinha um irmão gêmeo que o substituiu?


Os problemas parecem óbvios: Não existe registro de que Jesus tinha um irmão gêmeo. Nenhum dos evangelhos menciona isso. Se seus autores tivessem o mínimo se conhecimento de um irmão gêmeo, eles não teriam dito que Jesus ressuscitou, mas que seu irmão foi “dizer um oi”. A mãe de Jesus não confundiria os dois e não diria que Jesus “ressuscitou”. De fato, sabemos pelo enorme numero de detalhes sobre a vida de Maria e José no Evangelho de Lucas que ela foi uma das entrevistadas por ele. Ela certamente teria falado desse detalhe de que nasceram dois, e não apenas um.
Mas suponhamos que o irmão foi separado ao nascer e apareceu misteriosamente após a crucificação e quis pregar uma peça nas pessoas. E então? Bom, ele teria que ir até o tumulo, derrotar os guardas, empurrar uma pedra enorme que requer vários soldados fortes e depois se livrar do corpo, colocando-o onde ninguém poderia encontrar. A hipótese falha, pois requer varias outras hipóteses sem evidencias para dar suporte.

Simplesmente trocaram de sepulcro?


De acordo com essa teoria, José de Arimatéia emprestou o sepulcro temporariamente, e depois o corpo de Jesus foi movido para outra tumba.
Apesar de tentar explicar a tumba vazia, ela enfrenta os mesmos problemas das hipóteses acima citadas. Por que José de Arimatéia ou algum de seus servos não corrigiu as mulheres e os discípulos que haviam ido ao sepulcro anterior? Seria necessária uma explicação ad hoc de como isso pode acontecer. Além disso, essa hipótese não diz nada quanto às aparições pós-morte e a origem da crença dos discípulos. Seria necessário ainda mais explicações ad hoc para isso. Por fim, José de Arimatéia era um judeu. E a lei judaica proibia que o corpo fosse movido posteriormente, a não ser para a tumba da família. (Semachot 13.7) A prática judaica também era a de sepultar criminosos no dia de sua execução, e José tinha tempo suficiente para um sepultamento simples e direto à tumba supostamente posterior.

Jesus foi substituído na cruz por outro qualquer?


Essa é a hipótese muçulmana. Já que praticamente 100% dos historiadores creem na crucificação de Jesus, a única saída para o muçulmano é se ele foi substituído na cruz. O problema é que essa hipótese enfrenta três problemas morais: Primeiro, Deus teria que fazer um inocente sofrer por nada. Segundo, Deus estaria fazendo os amigos, irmãos e a mãe de Jesus sofrerem, crendo que Ele estava morrendo na cruz. E, finalmente, Deus seria culpado por fazer os discípulos crerem que Jesus havia ressuscitado e por crerem que Ele era Deus. Então, todo o Cristianismo nasceria por culpa de Alá.
Mas há ainda outro problema, apresentado pelo historiador Mike Licona. Em Marcos 12:1-11, Jesus conta a parábola da vinha, onde os servos do senhor da vinha são mortos pelos lavradores, e, no final, o filho do dono é morto. Até mesmo historiadores céticos são unanimes em atribuir essa parábola ao Jesus histórico. O detalhe mais importante é também que o filho certamente simbolizava Jesus. O filho do dono simbolizava o Filho de Deus, Jesus. Porém, o Corão apenas coloca Jesus como profeta. Mas, nesse caso, Jesus predisse sua morte. Então, o muçulmano encontra-se em um dilema: Jesus previsse sua morte violenta. Porém, se Ele teve uma morte violenta, então o Corão esta errado, já que afirma que Ele não morreu. Mas, Se Jesus não teve uma morte violenta, então o Corão esta errado, já que considera Jesus um profeta, que não realizou o que predisse. (Michael Licona, Paul Meets Muhammad: A Christian-Muslim Debate on the Resurrection, p. 55)

Combinações de teorias podem explicar!


O problema em combinar teorias não é apenas sua incrível necessidade de se relevar sua natureza ad hoc, mas também torna tudo em mais improvável. Como Mike Licona e Gary Habermas argumentam:

...combinações de teorias geralmente levam a uma improbabilidade maior, não a uma solução mais provável. Se uma combinação de teorias for pra ser verdadeira, todas as suas subteorias devem ser verdadeiras. Se uma não for, então a teoria falha para  explicar adequadamente todos os dados. Se uma subteoria falha, a combinação falha. (M. Licona e G. Habermas, The Case for the Resurrection of Jesus, kindle pos. 1155)

Jesus Ressuscitou dos Mortos?


Parece que a hipótese da ressurreição é a melhor explicação para as evidências apresentadas:

1 - Ela tem alcance explicativo:

A hipótese da ressurreição explica perfeitamente a evidência apresentada. A crucificação indica que Jesus morreu na cruz a mando de Pôncio Pilatos por pressão judaica. Depois disso, Jesus foi sepultado por José de Arimatéia. Sabendo da localização da tumba, as mulheres descobriram que ela estava vazia. Após isso, os discípulos tiveram experiências com Jesus vivo, após sua morte. Essa experiência convenceu um numero de judeus de que Jesus havia ressuscitado e de que, de fato, era quem dizia ser, a saber, o próprio Deus.

2 - Ela tem poder explicativo:

Se a hipótese da ressurreição é falsa, então a pergunta que deveríamos fazer é: Qual a probabilidade da crucificação, da tumba vazia, das aparições pós-morte e da origem da crença dos discípulos? Me parece que todas essas evidências são prováveis apenas se a ressurreição de fato ocorreu.

3 - Ela é plausível:

Jesus disse e fez varias coisas impressionantes. A hipótese é plausível como confirmação de suas afirmações. No contexto religioso-histórico em que a história se passa, não há absolutamente nada implausível na hipótese da ressurreição. Além disso, é admitida a ressurreição como plausível por conta dos argumentos filosóficos para a existência de Deus.

4 - Ela não é ad hoc:

Ela requer uma única hipótese adicional: a de que Deus existe. Se isso for meramente possível, então a hipótese é plausível. E a existência de Deus pode ser verificada pelos argumentos da teologia natural, como o argumento cosmológico, teleológico, moral, ontológico, etc. De fato, se você pensar nisso, uma hipótese naturalista teria que de cara excluir a existência de Deus. Porém, dessa forma, todos os milagres que já aconteceram em toda a história da humanidade teriam que possuir uma explicação natural também. Portanto, a hipótese naturalista é incrivelmente mais ad hoc do que a hipótese cristã.
Não é nada ad hoc propor a existência de Deus como explicação para as evidências encontradas. No meio cientifico, por exemplo, sempre são postulados fenômenos e objetos como explicações, mesmo sem observação ou evidência direta. Por exemplo, quarks, cordas, buracos negros, etc. Por anos, esse foi o caso do Bóson de Higgs. Até hoje, muitos postulam que há um multiverso, mesmo sem qualquer inferência direta. Então, não há problemas na postulação da existência de Deus para explicar as evidências, se esta for a melhor explicação.
Tal explicação também não é um “Deus das Lacunas”. No contexto religioso e histórico em que se passa, seria muito mais Deus das Lacunas dizer que um milagre psicológico ou biológico ocorreu. Além disso, uma inferência para a melhor explicação esta sendo feita. Se o milagre da ressurreição for a melhor explicação, então se esta justificada em crer que Deus ressuscitou Jesus dos mortos.

5 - Está de acordo com crenças aceitas e admitidas:

O fato de Jesus ter ressuscitado não entra em conflito com o fato de pessoas não ressuscitarem naturalmente dos mortos. A hipótese não é a de que Jesus ressuscitou naturalmente, mas a de que Deus ressuscitou Jesus dos mortos.
Você não precisa de evidências extraordinárias para uma afirmação extraordinária. O conceito de extraordinário é relativo. Por exemplo, se você voltar 15 anos no tempo, uma TV de plasma vai parecer algo extraordinário. Não apenas isso, mas no caso da ressurreição, não são precisas evidências extraordinárias. Para se averiguar que uma pessoa ressuscitou dos mortos, tudo o que você precisa é evidência de que essa pessoa estava viva, evidência de que essa pessoa morreu, e evidência de que essa pessoa estava viva depois.

6 - Ela supera todas as teorias rivais ao cumprir as condições 1 a 5.

As propostas naturalistas são extremamente frágeis em explicar as evidências. No máximo elas explicam uma das evidencias. E, no fim, todas requerem postulações ad hoc absurdas para serem ao menos plausíveis.

Conclusão – O Caminho, a Verdade e a Vida.


Se Jesus ressuscitou dos mortos, isso confirma suas afirmações radicais de ser Deus. Não foi uma mera revificação para a morrer novamente. Foi uma ressurreição em corpo glorificado. Por que, então, o Pai ressuscitaria um qualquer mentiroso, se este não fosse o Filho de Deus?
Talvez o linguajar possa ser confuso ao leitor. A frase “Deus ressuscitou Jesus” pode fazer parecer uma contradição. Mas não. A Bíblia afirma que Deus subsiste em Três Pessoas distintas: O Pai, O Filho e O Espirito Santo. Porém, essa não é a única conclusão que podemos chegar. Podemos formular dois argumentos para a veracidade do Cristianismo a partir dessa conclusão. Da seguinte forma:

P1 – Deus não pode se enganar
P2 – Jesus é Deus
Conclusão – Portanto, Jesus não pode se enganar

E agora:

P1 – Jesus afirmou que a Bíblia é verdadeira
P2 – Jesus não pode se enganar (P1 do argumento anterior)
Conclusão – Portanto, a Bíblia é verdadeira.

A Bíblia afirma que existe apenas um Deus. Isso exclui todas as outras religiões como sendo falsas. Não importa a sua experiência pessoal. Nesse caso, é Deus falando. E Ele tem mais autoridade que sua experiência. De fato, se o argumento tiver sucesso, e o Cristianismo for verdadeiro, então essas experiências podem facilmente ser explicadas por demônios. Demônios podem enganar as pessoas, mas apenas com a autorização de Deus. Quais razões morais Deus teria para permitir isso? Não sabemos. Mas o fato é que, se o argumento tiver sucesso, então essa é a verdade.
A evidência da ressureição é tão forte, que até mesmo o teólogo judeu Pinchas Lapide se declarou convencido, com base na evidência, de que o Deus de Israel havia ressuscitado Jesus de Nazaré dos mortos. (Pinchas Lapide, The Resurrection of Jesus)
A questão agora é: E quanto a você? A evidência te pareceu forte? Se sentiu incomodado e quer refutá-la? Ou foi convencido? Deixe o Espirito Santo trabalhar em você. Se você foi convencido, ore e entregue sua vida a Cristo. Mas se você se sentiu incomodado e não quer aceitar isso como verdade, pense bem: O Deus Criador (Gênesis 1:1; João 1:1) veio ao mundo para sofrer por que Ele gosta de você. (João 3:16) O seu prazer pessoal e a sua vida de pecados valem mais do que a possibilidade de ser salvo e ter a vida eterna? Se a vida eterna, cheia do amor de Deus pelo menos te atrai um pouco, ore. De a chance ao Espirito Santo. Pode se surpreender com o que Jesus pode fazer na sua vida.

Ele nasceu numa vila obscura, filho de um camponês. Cresceu em outra vila, onde trabalhou como carpinteiro até os 30 anos. Então, por três anos, foi pregador itinerante. Ele nunca escreveu um livro. Nunca teve um escritório. Nunca constituiu família nem teve casa. Ele não foi para a faculdade. Nunca viveu numa cidade grande. Nunca viajou a mais de 300 quilômetros do lugar onde nasceu. Nunca realizou as coisas que normalmente acompanham a grandeza. Ele não tinha credenciais, a não ser ele mesmo. Tinha apenas 33 anos quando a onda da opinião pública voltou-se contra ele. Seus amigos fugiram. Um deles o negou. Foi entregue aos seus inimigos e sofreu zombaria durante seu julgamento. Foi pregado numa cruz entre dois ladrões. Enquanto estava morrendo, por meio de sortes seus executores disputavam suas roupas, a única coisa material que tivera. Quando morreu, foi colocado numa sepultura emprestada, por compaixão de um amigo.
[Vinte] séculos se passaram, e hoje ele é a figura central da raça humana. Sintoma plenamente confiante quando digo que todos os exércitos que já marcharam, todos os navios que já navegaram, todos os parlamentos que já discutiram, todos os reis que já reinaram, colocados juntos, não afetaram a vida do homem nesta Terra tanto quanto aquela vida solitária

Bibliografia


William Lane Craig, Apologética Contemporânea
_____, Em Guarda: Defenda a fé Cristã com Razão e Precisão
Sean e Josh McDowell, Evidências da Ressurreição
N. T. Wright, A Ressurreição do Filho de Deus
Norman Geisler e Frank Turek, Não tenho fé suficiente para ser ateu

Michael Licona e Gary Habermas, The Case for the Resurrection of Jesus

Nenhum comentário:

Postar um comentário