quinta-feira, 26 de maio de 2016

A Ressurreição de Jesus #11 - O que a ressurreição confirma?


O que a ressurreição de Jesus significa? É apenas mais uma pessoa que ressuscita na Bíblia, ou tem um significado maior? O Cristão vai declarar que a ressurreição física de Jesus confirma tudo o que Ele disse como sendo a verdade. Como dito em outros textos, Jesus ensinou que era Deus. Mas não apenas com seus dizeres, mas também com uma cristologia implícita em suas ações. O cético pode apontar que há outras ressurreições na Bíblia, e por isso a ressurreição de Jesus não deve ter um grande significado. E lidaremos com isso hoje também.

O que a ressurreição confirma?


E quanto às outras ressurreições?


Existem outras pessoas na Bíblia que ressuscitam, mas isso não significa que todas sejam Deus. Verdade, pessoas como Lazaro (João 11:1-44) e a filha de Jairo (Lucas 8:41-42; 49-55) não são todas Deus. E a resposta é simples: Essas pessoas apenas “revivificaram”. Elas possuíam corpos que morreriam depois. Mas, Cristo foi ressuscitado pela Pai com um corpo glorificado que jamais morreria:

Assim também a ressurreição dentre os mortos. Semeia-se o corpo em corrupção; ressuscitará em incorrupção.
Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor.
Semeia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.
Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante.
Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual.
O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu.
Qual o terreno, tais são também os terrestres; e, qual o celestial, tais também os celestiais.
E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial.
1 Coríntios 15:42-49

Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo,
Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.
Filipenses 3:20,21

Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.
1 João 3:2

Então, a Bíblia claramente ensina que aqueles que foram ressuscitados apenas voltaram com um corpo mortal, o mesmo de antes. Enquanto Cristo foi ressuscitado pelo Pai com um corpo glorificado. Não da pra comparar um ao outro.

Jesus disse ser Deus?


Sim, isso é bem claro pra qualquer um que estude o texto bíblico sem pressupostos. Primeiro, Jesus disse ser o Eu Sou, fazendo referencia ao nome de Deus no Antigo Testamento:

E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós.
Êxodo 3:14

Disse-lhes, pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do homem, então conhecereis que EU SOU, e que nada faço por mim mesmo; mas isto falo como meu Pai me ensinou.
João 8:28

Testemunhas de Jeová traduzem esse texto como “Eu tenho sido”. Porem, as palavras gregas “Ego Eimi” não podem ser traduzidas dessa forma. Elas estão no presente demonstrando ação continua. Fica claro que eles traduzem dessa forma apenas por sua teologia deformada.
Seu entendimento de si mesmo como Deus também fica implícito no sermão do monte. Note que Cristo fala de um mandamento dado por Deus, e depois da Seu próprio mandamento:

Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo.
Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno.
Mateus 5:21,22

Se Jesus, como Judeu, não pensasse de si mesmo como Deus, jamais cometeria a blasfêmia de mudar a lei. A lei era a coisa mais sagrada para um Judeu. Mas, Jesus claramente fala do mandamento de Deus, e logo em seguida o usa de base para uma lei ainda maior. Até mesmo o Rabbi Jacob Neusner, após avaliar a autoridade de Jesus perante a Lei mosaica declarou que “ninguém pode encontrar o Jesus de Mateus sem ver que na mente do evangelista a nossa frente esta o Deus encarnado.” (Jacob Neusner, A Rabbi Talks with Jesus, p. 14)
Seus milagres também mostram sua compreensão de si mesmo. O historiador John Meier declara que os milagres de Jesus tem uma grande probabilidade histórica. Ele diz:

“A atestação da figura de Jesus como um curandeiro de enfermidades físicas e doenças é, então, ainda mais forte que a atestação de sua atividade como um exorcista [...] Em suma, a afirmação de que Jesus agiu como e foi visto como um exorcista e um curandeiro durante seu ministério publico tem tanta corroboração histórica como quase qualquer outra afirmação que nós possamos fazer sobre o Jesus da história.” (John Meier, Marginal Jew, v.2, 969, 970)

Os milagres de Jesus carregam um grande significado e mostram o que Ele pensava de si mesmo. Isso pode ser visto na profecia de Isaías:

Então os olhos dos cegos serão abertos, e os ouvidos dos surdos se abrirão.
Então os coxos saltarão como cervos, e a língua dos mudos cantará; porque águas arrebentarão no deserto e ribeiros no ermo.
Isaías 35:5,6

O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos
Isaías 61:1

Nos milagres de Jesus, vemos que Ele realizou essas obras. E, aos discípulos de João Batista, ele disse:
Respondendo, então, Jesus, disse-lhes: Ide, e anunciai a João o que tendes visto e ouvido: que os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres anuncia-se o evangelho.
Lucas 7:22

Ben Witherington diz que “a ênfase aqui esta no cumprimento presente das esperanças do Antigo Testamento para a era messiânica ou escatológica.” (Ben Witherington, Christology of Jesus, p. 44)
A questão que levantamos então é: O que a ressurreição mostra a respeite de alguém que disse ser Deus, agiu como Deus, mostrou autoridade curando e exorcizando e cumpriu profecias messiânicas? Claramente, se Jesus ressuscitou dos mortos, esse fato confirmaria suas alegações radicais de ser Deus. E era isso o que os judeus entendiam do que Ele dizia em seu ministério:

Respondeu-lhes Jesus: Já vo-lo tenho dito, e não o credes. As obras que eu faço, em nome de meu Pai, essas testificam de mim.
Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito.
As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem;
E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão.
Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai.
Eu e o Pai somos um.
Os judeus pegaram então outra vez em pedras para o apedrejar.
Respondeu-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas procedentes de meu Pai; por qual destas obras me apedrejais?
Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo.
João 10:25-33

Conclusão



Vimos até agora nessa série que existem boas evidências para a ressurreição de Jesus. Vimos algumas hipóteses naturalistas e algumas objeções, e concluímos que elas não podem se manter em pé diante dos fatos. No texto de hoje, vimos que a ressurreição de Jesus confirmaria suas afirmações e ações radicais que o igualam a Deus. No próximo texto, veremos qual é a melhor explicação para a evidência apresentada ao longo da série, aplicando os métodos históricos para se avaliar as possíveis explicações.  

Bibliografia 


CRAIG, William Lane, Apologética Contemporânea, Vida Nova, 2012

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