sexta-feira, 25 de março de 2016

A Ressurreição de Jesus - Introdução


Sem duvida alguma, o centro do Cristianismo é Jesus. Diferente das demais religiões, o Cristianismo é baseado em uma pessoa histórica, a qual os historiadores conseguem ter acesso. Como o numero de fontes extra-bíblicas e Bíblicas para a existência de Jesus é impressionante, então qualquer historiador que preste vai admitir que pelo menos houve um Jesus que “causou confusão” cerca de 2000 anos atrás. Mais que isso, mas há um consenso de que Jesus fez afirmações radicais a seu respeito. Como coloca o teólogo alemão Horst Georg Pohlmann:

“Hoje existe praticamente um consenso [...] de que Jesus entrou em cena com autoridade jamais vista, a saber, a autoridade de Deus, afirmando ter autoridade para se colocar no lugar de Deus, falar a nós e nos trazer a salvação [...] Em relação a Jesus, existem apenas dois comportamentos possíveis: acreditar que Deus nos encontra nele ou prega-lo na cruz como blasfemo. Não existe uma terceira opção.” (Abiss der Dogmatik, p. 230.)

Mas de nada adianta dizer ser Deus se não houver qualquer confirmação disso. A grande confirmação de quem Jesus realmente foi (e é) é a sua ressurreição dos mortos. Essa é a crença fundamental e central do Cristianismo. Se não houve ressurreição, não há pagamento por pecados e não há esperança. Como disse Apostolo Paulo:

E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.
E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam.
Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou.
E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.
E também os que dormiram em Cristo estão perdidos.
Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.
1 Coríntios 15:14-19

Mas e então? Podemos saber se Jesus realmente ressuscitou dos mortos? Felizmente sim. Como historiadores Mike Licona e Gary Habermas colocaram:

“Tal teste histórico é único do Cristianismo. Se Jesus não ressuscitou dos mortos, ele foi um falso profeta e um charlatão que nenhuma pessoa racional deveria seguir. Opostamente, se ele de fato ressuscitou dos mortos, esse evento confirma suas afirmações radicais [...] O teste de Jesus […] não deixa espaço para ambiguidade. Ou Jesus ressuscitou dos mortos confirmando suas afirmações de divindade ou ele foi uma fraude. […] Cristãos devem ficar felizes em saber que a evidencia para a ressurreição de Jesus é extremamente convincente mesmo usando apenas uma pequena coleção dos fatos históricos fortemente atestados para dar suporte a este evento.” (Mike Licona e Gary Habermas, “The Case for the Ressurrection of Jesus”, kindle pos. 144, 155, 165)

Então, para a análise dessa serie, serão usados os critérios de autenticidade normalmente usados por historiadores para avaliar os fatos dos evangelhos:

1-      Fontes múltiplas e independentes dão suporte a uma afirmação histórica
a.       Quando um evento ou dizer é atestado por mais de uma fonte independente, existe forte indicação de historicidade.

2-      Atestação por um inimigo da suporte a afirmação histórica
a.       Se um testemunho afirmando um evento é dado por uma fonte que não simpatiza com a pessoa, mensagem ou causa que esta em analise, isso da indicação de autenticidade.

3-      Admissões embaraçosas dão suporte a afirmações históricas
a.       Um indicador de que o evento é autentico é quando não se espera que a fonte apenas criou uma historinha, porque ela embaraça a sua causa e a enfraquece contra seus oponentes.

4-      Testemunho de testemunhas oculares dá suporte a afirmações históricas

5-      Um testemunho mais antigo da suporte as afirmações históricas
a.       Quanto mais perto é o testemunho do evento, mais confiável é a testemunha, já que o tempo para exageros e lendas é insuficiente.


A ressurreição de Cristo, se ocorreu, foi o fato mais importante da história. Nos textos dessa serie, farei uma defesa histórica dos fatos centrais que confirmam a ressurreição. Utilizando os critérios de autenticidade, veremos que a melhor explicação para os fatos acerca de Jesus de Nazaré é a que ele, de fato, ressuscitou dos mortos e era quem ele disse que era: Deus.

Bibliografia 


Mike Licona e Gary Habermas, "The Case for the Ressurrection of Jesus"
William Lane Craig e John Dominic Crossa, "O Jesus dos evangelhos: Mito ou Realidade?" ed. Paul Copan.

Nenhum comentário:

Postar um comentário