domingo, 15 de novembro de 2015

Quando você não entende o argumento moral

Feito no Paint com muito amor.

Ao longo do tempo, podemos dividir o mundo em duas pessoas: As que entendem o argumento moral e as que não entendem, mas acham que entendem. Isso é extremamente comum, dado o mundo relativista em que vivemos. Porem, como o relativismo é monstruosamente falso e a ideia mais imbecil que alguém poderia ter pensado, vamos esclarecer o que o argumento moral realmente diz.

Quando você não entende o argumento moral


Explicando o argumento 


(1)    Se Deus não existe, então valores e deveres morais objetivos também não existem.
(2)    Valores e deveres morais objetivos existem.
(3)    Portanto, Deus existe.

Por “valores e deveres morais objetivos”, quero dizer valores e deveres que independem de qualquer opinião humana. Por exemplo: Torturar pequenos bebes por diversão é moralmente errado. Mesmo se algum dia (o que eu não duvido) as pessoas venham a crer que é moralmente certo. “Justiça” sempre será melhor do que “injustiça”, mesmo que todo mundo pense o contrario. Os Nazistas estariam errados mesmo se conseguissem ganhar a Segunda Guerra e fazer lavagem cerebral em todos.
Se há um jeito errado de se viver, então existe uma forma certa – uma forma como as coisas deveriam ser – de se viver. Se existe essa forma certa, então deve haver uma Lei Moral. E, se há uma Lei Moral objetiva e transcendente, então deve haver um Legislador Moral transcendente.

Mal entendido nº 1 – “Não preciso crer em Deus pra ser uma boa pessoa!”


Ninguém nunca disse que precisava. O argumento diz que se Deus não existe, então não existe base para se afirmar que existem valores e deveres morais objetivos. O teísta esta dizendo, não que o ateu não pode ser alguém moral, mas que ele não consegue justificar a moralidade na visão de mundo dele.

Mal entendido nº 2 – “Ok, mas de qual religião é esse Legislador?”


Qualquer versão do argumento moral tende a concluir para um Legislador moral absoluto. Mas ele funciona para qualquer religião monoteísta. Então, é irrelevante perguntar “qual Deus?”, já que ninguém esta argumentando para um Deus especifico.
Mas deixe-me dizer duas coisas aqui:
Primeiro, aqui vemos a incoerência do budismo: Afirma uma Lei Moral sem um Legislador.
Segundo, se esse Legislador é moralmente perfeito, então sua natureza deve mostrar amor. Porem, amor só é possível com duas ou mais pessoas. Dado o principio da Navalha de Ockham, um Legislador é o suficiente para explicar a Lei Moral. Porem, uma pessoa não é o bastante para explicar o amor. Portanto, apenas o Deus do Cristianismo (a Trindade – Um Deus que é três pessoas), pode ser um Legislador verdadeiramente perfeito.

Mal entendido nº 3 – “Moralidade é algo que surgiu para a sobrevivência.”


Qualquer argumento que tente dizer “como a moralidade surgiu” esta confundindo epistemologia com ontologia. Epistemologia diz como algo foi descoberto. Ontologia com a realidade desse algo.
Não é por que descobrimos que amar crianças é melhor que tortura-las que isso torna o ato em certo. O ato é certo por ser certo, independente de como o descobrimos.

Mal entendido nº 4 – “Moralidade muda com o tempo”



O mesmo de cima. Mas ainda assim, se nossa sociedade esta melhor ou pior que antes, devemos perguntar: De acordo com qual padrão?

Nenhum comentário:

Postar um comentário