quinta-feira, 19 de novembro de 2015

A Existência de Deus #19 - O Argumento do Design Inteligente Biológico


A similaridade entre o mundo biológico com os projetos mais complexos criados pelo ser humano sempre fizeram as pessoas pensar na possibilidade de um designer criador. No século 19 uma proposta de explicação natural foi proposta, conhecida como evolução darwinista.
Apesar de eu não achar que a evolução exclua Deus, é evidente que os ateus usam a evolução para tentar argumentar que Deus não existe (apesar de, como eu disse, não ter nada a ver).
No entanto, existe uma serie de argumentos científicos que demonstram que a melhor explicação para a aparência de design biológico é, de fato, que há um Designer Criador dos seres vivos.
No texto a seguir, vamos explorar o que chama-se Argumento Teleológico Biológico ou Argumento do Design Inteligente, que tenta mostrar justamente isso: A melhor explicação para as “maquinas biológicas” e para a informação no DNA é a de que há um Designer Inteligente.


O Argumento do Design Inteligente Biológico


Premissa 1 – A complexidade biológica se deve ou a seleção natural ou ao design.


Em seu livro “The Design Inference”, William Dembski diz que estamos justificados em inferir design como a melhor explicação de um fenômeno se este cumprir duas condições: Primeiro, o evento tem que ser altamente improvável, e segundo o evento corresponde a um padrão independente.
Sistemas biológicos aparentam ter uma estrutura que foi projetada. Isso é admitido até mesmo por Richard Dawkins que diz:

“A biologia é o estudo de coisas complicadas que dão a impressão de terem sido projetadas para um propósito” [Richard Dawkins, “O Relojoeiro Cego”, p. 1]

O flagelo bacteriano, por exemplo, possui partes que lembram motores rotatórios. David Blair descreve essa similaridade. Ele diz: “um conjunto de mais de quarenta tipos de proteínas fazem o flagelo bacteriano. Essas proteínas funcionam em conjunto como literalmente um motor rotatório. Os componentes do flagelo bacteriano se mantém diretamente análogos às partes de um motor feito por homens, incluindo rotor, estator, eixo de transmissão, bucha, junta universal e hélice.” [Citado por J. Warner Wallace em “Cold Case Christianity”, “Why the Efficiency of Biological Organisms Cannot Be Explained by Evolution” (acesso em 19 de novembro de 2015)]
Bioquímico Fuz Rana também diz:

“Enquanto bioquímicos aprendem mais sobre os detalhes do sistema químico de uma célula, a aparência de um design se torna mais persuasiva e profunda. Atualmente, centenas de cientistas que representam um raio das disciplinas cientificas expressam ceticismo sobre ‘a habilidade de mutações aleatórias e seleção natural em dar conta da complexidade da vida’” [Fazale Rana, “The Cell’s Design”, p. 18]

A informação no DNA também deve ser explicada. Informações apenas vem de mentes, e seria essa a melhor explicação, caso um processo natural não pudesse produzir essa informação.

Premissa 2 – Não é por seleção natural


Em seu livro “Darwin’s Gift to Science and Religion”, o biólogo evolucionista (e cristão!) Francisco Ayala distingue três aspectos da teoria evolucionista:
Primeiro, “Evolução: Modificações em seres vivos”: Este seria o processo de modificação em seres vivos através do tempo. Organismos são descendentes de outros organismos com modificações. Com respeito a esse ponto, é isso o que biólogos querem dizer quando dizem que a evolução é um fato (e isso é aceito até por Criacionistas de Terra Jovem).
Segundo, “História Evolucionaria: Reconstrução da arvore da vida (a tese do ancestral comum)”: Essa seria a reconstrução da arvore da vida. Toda a linhagem de uma espécie para a outra. Essa segunda pressupõe a tese do ancestral comum, que diz que todos os organismos vivos descendem de um único ancestral.
Terceiro, “Darwinismo: O mecanismo por trás da mudança evolucionaria é a seleção natural em mutações nos seres vivos”: Essa terceira é a contribuição de Charles Darwin para a teoria da evolução (sim, teorias da evolução existiam antes de Darwin). Esse é o mecanismo que Darwin usou para explicar a adaptação dos organismos ao ambiente.
Quanto ao segundo e ao terceiro, estes não são “fatos”. Eles são possíveis (e temos evidencias pra isso), mas não são completamente estabilizados. Como Ayala diz:

“A segunda e a terceira questões – que procuram verificar a história evolucionaria assim como explicar como e por que a evolução acontece – são questões de investigação cientifica ativa. Algumas conclusões são bem estabelecidas. Muitas questões são menos certas, outras são especulativas, e ainda outras [...] são gigantescamente desconhecidas.” [Francisco J. Ayala, “Darwin’s Gift to Science and Religion”, p. 141-142]

Sobre o segundo, ele diz:

“Infelizmente, ainda muito, muito a ser descoberto. Para a reconstrução da história evolucionaria, nós temos que saber quais mecanismos operam em detalhe, e nós temos a vaga idéia de como eles operam no nível genético, como a mudança genética se relaciona com o desenvolvimento e a função [...] Eu estou dizendo que o que seria descoberto seria não apenas os detalhes, mas os principais princípios” [Citado por Larry A. Witham, “Where Darwin Meets the Bible: Creationists and Evolutionists in America”, p. 90]

Ele também avisa:

“Os mecanismos responsáveis por essas mudanças ainda estão sob investigação [...] A evolução dos organismos é universalmente aceita por cientistas biológicos, enquanto os mecanismos da evolução ainda estão sob investigação ativa e estão sujeitos a investigação entre os cientistas.” [Francisco J. Ayala, “The Evolution of Life: An Overview” em “Evolutionary and Molecular Biology: Scientific Perspectives on Divine Action”, p. 22]

Para a evolução darwinista ser um mecanismo viável, este terceiro ponto tem que ser mostrado como ou estando certo ou ser algo provável. E para isso existem alguns tipos de evidencia que são apeladas para justificar o uso do mecanismo. Por exemplo, muitos apelam para experiências com reprodução de animais ou a resistência a novos tipos de drogas por parte de vírus e bactérias.
Avaliemos o primeiro caso. Ele serve de evidência real para o mecanismo darwinista? De fato, não. Tal experimento nos diz que uma espécie de animal (como um cão), pode reproduzir e assim dar origem a uma nova espécie. Mas chamar isso de evolução é uma grande extrapolação. Por isso nos mostra apenas que a microevolução é verdade, mas não a macroevolução. Tal exemplo só nos mostra que existem mudanças dentre as espécies, mas não de uma espécie para outra.
E quanto as bactérias e vírus que se adaptam aos novos tipos de drogas? Novamente, o mesmo acontece. Para uma macroevolução acontecer, dizem os evolucionistas, que é necessário que hajam milhares de microevoluções até atingir uma grande mudança. Porem, tal mecanismo foi demonstrado, usando esse mesmo exemplo das bactérias e vírus, como extremamente limitado e incapaz de produzir o tipo de evolução que é proposta.
Isso foi bastante explorado no livro “The Edge of Evolution”, de Michael Behe. O vírus da Malaria ataca o ser humano a milênios. Uma pessoa que esta infectada com a malária possui mais de um trilhão de células da malária em seu corpo. Isso mostra como o vírus se multiplica rápido e, assim, ocorrem varias mutações no vírus. Com apenas uma mutação o vírus se adapta a uma nova droga.
Infelizmente, o sistema imunológico humano não conseguiu se modificar para resistir ao vírus da malária. O que ocorreu foi uma mutação no sistema respiratório humano, que torna algumas pessoas imunes ao vírus da malária, que é chamado de hemoglobina falciforme.
Aqui vai o ponto importante: Mesmo com o numero extremamente alto e rápido de mutações no vírus da malária, sendo capaz de se adaptar e superar qualquer droga, ele nunca conseguiu superar a hemoglobina falciforme. Para isso acontecer, um numero altamente improvável de mutações seriam necessárias, enquanto a resistência a drogas ocorre com apenas uma mutação.
Outro exemplo é o vírus da HIV. Nesse vírus ocorrem mutações dez mil vezes mais rápidas do que na malária. O vírus da HIV se tornou resistente a toda droga possível que já foi desenvolvida, e toda a combinação possível de seis mutações simultâneas. Mas, mesmo assim, não houveram mutações significantes. Como Michael Behe expôs:

“Mesmo com tudo isso, não houveram mudanças significativas básicas no vírus. [...] no nível bioquímico funcional, o vírus foi um completo inútil” [Michael Behe, “The Edge of Evolution”, p. 139]

Behe conclui que “Os estudos com a malária e a HIV mostram de longe a melhor evidencia do que o Darwinismo pode fazer. [...] Aqui nós temos estudos genéticos de milhares e milhares de gerações, de trilhões e trilhões de organismos, e pouca significância bioquímica foi mostrado disso.” “Nossa experiência com a HIV nos da boas razões para pensar que o Darwinismo não pode fazer muito – mesmo com bilhões de anos e todas as células do mundo a sua disposição” [Idem, pp. 140, 155]
Nós podemos concluir a partir desses experimentos que o mecanismo darwinista não consegue ir muito longe. A não ser que, como Behe pensa, algum super intelecto se intrometeu na história.
Behe tem outro argumento mostrando a incapacidade do mecanismo darwinista. Tal argumento mostra como as chamadas maquinas moleculares não podem ter se formado por pequenas e múltiplas mutações.
“A verdadeira obra da vida”, diz Behe, “não acontece no nível do animal ou do órgão completo” “Os resultados acumulados mostram com grande clareza que a vida se baseia em máquinas- máquinas compostas por moléculas! As máquinas moleculares transportam carga de um lugar na célula para outro, ao longo de ‘estradas’ constituídas por outras moléculas, enquanto outras ainda agem como cabos, cordas e polias que mantêm a forma da célula.” [Michael Behe, “A Caixa Preta de Darwin”, p. 14]
Se qualquer parte dessas maquinas for retirada, então o sistema não funciona.
Uma analogia muito usada por Behe e por outros é a de uma ratoeira. A ratoeira tem cinco partes: (1) a taboa da base, (2) o machado que mata o rato, (3) um arame que liga o machado e o faz atacar, (4) um sistema sensível que ativa esse arame e (5) uma barra de metal que segura o machado. Uma ratoeira não pode ser construída gradativamente, sem uma dessas partes, ela é irredutivelmente complexa.
Assim como a ratoeira, os organismos vivos são cheios de sistemas moleculares irredutivelmente complexos. Essas maquinas moleculares não poderiam ser desenvolvidas pelo sistema darwinista, pois seus intermediários não funcionariam. Deixe-me listar cinco sistemas irredutivelmente complexos:

1- Flagelo Bacteriano: O flagelo é um motor rotatório na bactéria que faz a hélice funcionar. Estudos genéticos mostraram que o flagelo é irredutivelmente complexo com respeito a 35 genes.

2- Cílio eucariótico: O cílio é uma estrutura parecida com um cabelo, construída como um sistema de microtúbulos, tipicamente com 9 microtúbulos. Essas maquinas tem varias funções em eucariontes, como permitir a navegação do espermatozóide ou remover particular. Se qualquer microtúbulo for retirado, a função de remar do cílio não funciona.

3- Coagulo sanguíneo: Esse sistema de maquina molecular é onde  a montagem de substratos, enzimas, cofatores de proteínas e os íons de cálcio em uma superfície fosfolipídica aceleram o coagulo. De acordo com Behe, o núcleo do coagulo sanguineo é irredutivelmente complexo com respeito aos componentes após a iniciação de suas vias de convergência.

4- Ribossomo: Os ribossomo é uma maquina de RNA. Ele envolve mais de 300 proteínas de RNA para formar um sistema complexo onde o mensageiro RNA é traduzido em proteína, tornando-o um sistema com papel crucial na síntese de proteína na célula. Ele requer um mínimo para que o ribossomo sobre 53 proteínas e 3 polinucleotídeos.

5- Anticorpos e o sistema imune adaptativo: Anticorpos são como os “dedos” de um sistema imunológico, eles permitem a distinção entre um invasor e algo do próprio corpo. Os anticorpos devem ser formados em maquinas moleculares. Células de linfólito no sangue produzem anticorpos misturando e combinando a porção de genes especiais para produzir mais de 100.000.000 variações de anticorpos. Esse sistema é irredutivelmente complexo, pois a maioria de seus componentes tem que estar presentes para que ele funcione. Segundo Behe “um numero enorme de anticorpos não faz muita coisa se não tiver um sistema para matar os invasores. Um sistema para matar invasores não faz muito se não tem maneira de identificar eles. Em cada passo nós paramos não apenas pelos problemas do sistema local, mas também pelos requerimentos do sistema integrado.” [Michael Behe, “Darwin’s Black Box: The Biochemical Challenge to Evolution”, p. 138]

Esses são apenas 5 exemplos de uma lista de 40 maquinas moleculares irredutivelmente complexas.
O alfabeto genético que o DNA possui é composto pelas letras A, T, C e G. Dentro de cada uma das celular do corpo humano, há 3 bilhões de pares dessas letras. Nosso corpo tem trilhões de celular e produz milhões a cada segundo. Cada uma dessas células é irredutivelmente complexa e seus subsistemas também.
Behe conclui:

“A evolução não pode produzir uma maquina biologica irredutivelmente complexa de repente, tudo de uma vez, por que é muito complicada. As chances são muito baixas. E você não pode produzi-a diretamente por pequenas, sucessivas e numerosas modificações de um sistema precursor, porque qualquer sistema precursor estaria sem uma parte e consequentemente não funcionaria. Não haveria razão alguma para ela existir.” [Michael Behe, “The Evidence of Biochemistry”, em Lee Strobel, “The Case for a Creator”, p. 198]

Um outro problema com a evolução darwinista é sua alta improbabilidade. Uma improbabilidade tão grande que seriam necessários mais do que bilhões de anos para se atingir os resultados necessários.
John Barrow e Frank Tipler, em sua grande obra sobre o principio antrópico, “The Anthropic Cosmological Principle”, listaram 10 etapas necessárias ao longo do curso da evolução humana para que ela fosse realizada. Essas etapas são:

- Desenvolvimento de um código genético baseado no DNA
- Evolução da Respiração Aeróbica
- Evolução da Fermentação de glucose para o acido pirúvico
- Desenvolvimento da Fotossíntese Autotrófica
- Desenvolvimento da Mitocôndria
- Complexo do Undulipódio/Corpo Basal/Centríolo
- Um precursor do olho
- Desenvolvimento do Endoesqueleto
- Evolução dos Cordados
- Evolução do Homo Sapiens na linhagem de cordados

Cada uma dessas etapas é tão improvável que levaria cerca de 10 bilhões de anos para que pudessem ocorrer, e antes disso o Sol deixaria sua fase principal de estrela e incineraria a Terra. Eles calcularam que a probabilidade da evolução do genoma humano é algo entre 4^-180^110.000 e 4^-360^110.000.
Como resultado, eles afirmam:

“Há se desenvolvido um consenso geral entre os evolucionistas de que a evolução da vida inteligente, comparável em habilidade de informação-processamento a do Homo Sapiens, é tão improvável que é pouco provável que tenha ocorrido em qualquer outro planeta em todo o nosso universo visível” [John D. Barrow and Frank J. Tipler, “The Anthropic Cosmological Principle”, pp. 133, 565.]

Atualmente, Frank Tipler acredita que a evolução foi um processo guiado.
Outro problema com a evolução é a chamada explosão cambriana. De acordo com a teoria de Darwin, deveríamos encontrar vários fosseis de longa história de divergência gradual. Porem, o registro fóssil nos mostra apenas as formas atuais de animais. Os fosseis mais antigos, encontrados na explosão cambriana, datam de 540 milhões de anos atrás, e mostram seres vivos que encontramos hoje. Esses animais apareceram, de acordo com os achados da explosão cambriana, repentinamente nessa época.
Fosseis pré-cambrianos existem, mas são micro fosseis que datam de três bilhões de anos. Fosseis de animais de corpo leve também foram encontrados. E existem boas rochas pré-cambrianas que poderiam preservar os ancestrais.
Stephen Meyer coloca dessa forma:

“A explosão cambriana representa um salto quântico incrível na complexidade biológica.” “Antes deles, a vida na Terra era muito simples – bactéria unicelular, algas verdes azuladas, e depois algumas esponjas e minhocas ou moluscos primitivos. Então, sem qualquer ancestral no registro fóssil, nós temos uma variedade incrível de criaturas complexas aparecendo num piscar de olhos, geologicamente falando.” “Tudo isso contradiz o Darwinismo, que prediz o desenvolvimento lento e gradual nos organismos com o tempo.” [Stephen Meyer, “The Evidence of Biological Information”, em Lee Strobel, “The Case for a Creator”, p. 240]

Um problema ainda mais serio com o mecanismo darwinista e a origem da informação na vida e da própria vida. De fato, a evolução explica apenas o que acontece depois que já se tem a vida. Mas, como a forma de vida mais básica, se originou, com toda a informação que possui?
Bernd-Olaf Kuppers expôs dessa forma:

“O problema com a origem da vida é de forma clara basicamente equivalente ao problema da origem da informação biológica” [Bernd-Olaf Kuppers, “Information and the Origin of Life”, pp. 170-172]

Para entender o nível de informação que existe no DNA, veja o que Stephen Meyer diz:

“O DNA é mais como uma biblioteca [...] O organismo acessa a informação que precisa do DNA e então pode construir alguns de seus componentes críticos. E a analogia da biblioteca é melhor por causa de sua natureza alfabética. No DNA, existem longas linhas de A, C, G e Ts que são precisamente arranjados para se criar estrutura agrupamento de proteína. Para construir uma proteína, você normalmente precisa de 1,200 a 2,000 letras ou bases – o que é muita informação” [Stephen Meyer, “The Evidence of Biological Information”, em Lee Strobel, “The Case for a Creator”, p. 225]

Bill Gates também concorda, dizendo que o “DNA é como um programa de computador, só que muito mais complexo do que qualquer coisa que ja fizemos”. De fato, até mesmo o ateu Richard Dawkins concorda que a informação no DNA é enorme.  Ele disse que a mensagem encontrada apenas no núcleo de uma pequena ameba é maior do que 30 volumes da Enciclopédia Britânica juntos. [Dawkins, “The Blind Watchmaker”, p. 17-8, 116]
O microbiologista Michael Denton diz:

''A complexidade do tipo mais simples de célula é tão grande que é impossível aceitar que tal objeto possa ter sido reunido repentinamente por algum tipo de acontecimento caprichoso ou altamente improvável. Tal ocorrência seria indistinguível de um milagre." [Michael Danton, “Evolution: A Theory in Crisis”, p. 264]

De acordo com Meyer, a tentativa de explicar a origem da vida e da informação por “acaso” tem sido totalmente rejeitada. Uma célula precisa de algo entre trezentas e quinhentas moléculas de proteína. Porem, as chances de se conseguir apenas uma são de uma parte em 10^125. Um numero extremamente improvável.
Mesmo se admitirmos que a primeira forma de vida tivesse informação, a pergunta permanece: Como é que as forças cegas da natureza conseguem criar nova informação necessária para novos corpos? Mutações quase sempre são prejudiciais, então como mutações na informação existente funcionariam? Pense no que você digita no computador: Mesmo com uma frase perfeitamente compreensível, quanto tempo levaria para ela ficar completamente ilegível e inútil com mutações aleatórias? Bata a cabeça no teclado e descubra. Meyer conclui que, com base nos calculos baseados em experimentos, de que com o mecanismo padrão de mutações não haveriam “oportunidades o bastante para produzir a informação genética necessária para construir uma única proteína ou um gene, imagine todos os novos genes e proteínas necessários para produzir novas formas de animais.” [Stephen Meyer, "To Build New Animals, No New Genetic Information Needed? More in Reply in Charles Marshall", acesso em 19 de novembro de 2015]
Mesmo com tempo infinito, não aconteceria. Como ele colocou:

“Mesmo no melhor cenário – algum que ignore a imensa improbabilidade de generar novos genes por mutação e seleção – mutações na seqüência do DNA iriam meramente produzir nova informação genética. Mas construir novos corpos requer mais do que apenas informação genética. Requer tanto informação genética quanto epigenetica – informação por definição que não é guardada no DNA e portanto não pode ser generada por mutações no DNA. Se segue que o mecanismo de seleção natural agindo em mutações aleatórias no DNA não podem por siso gerar novos corpos, como aqueles que primeiro apareceram na explosão Cambriana” [Stephen Meyer, “Darwin’s Doubt”, edição Kindle]

As descobertas das maquinas biológicas, da improbabilidade física e da informação fizeram centenas de cientistas assinarem um documento que diz explicitamente:

“Nós somos céticos quanto as afirmações da habilidade de mutações aleatórias e seleção natural para dar conta da complexidade da vida. Um exame cuidadoso da evidencia para a teoria Darwinista deveria ser encorajada.” [Discovery Institute, “A Scientific Dissent From Darwinism”, acesso em 19 de novembro de 2015]

Quanto a evidência genética da evolução, que diz que 98% do nosso DNA é igual ao do macaco, essa evidência é igualmente valida para um designer comum. Mas, mesmo se admitirmos um ancestral comum, baseando-nos na evidencia contra o método natural, a melhor explicação ainda seria a de que um Designer Inteligente se intrometeu na biologia.

Conclusão – Portanto,  é por design.




Seguindo os critérios de Dembski, e avaliando os problemas da macroevolução, a melhor explicação para a aparência de um design e da informação no DNA é a de que um Designer Inteligente criou tudo. Afinal, designs requerem designers, e informações requerem mentes.

2 comentários:

  1. Deve-se levar em consideração que haverão muitos ataques por parte de darwinistas mais ortodoxos a esse tipo de argumento.

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  2. Deus cria continuamente através da evolução em seu aspecto imanente ou simplesmente Lei. Os chamados "elos perdidos" da evolução estariam nos planos extrafísicos, de matéria mais sutil. Isto explicaria as mutações e os "saltos" evolutivos.

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