segunda-feira, 20 de julho de 2015

Apologética Básica #2 - O Argumento Teleológico do Ajuste Fino


Texto básico sobre o argumento teleológico do ajuste fino.


Básico: O Argumento Teleológico do Ajuste Fino


Premissa 1 – O universo possui um ajuste fino pra vida.


Existem diversas forças na natureza que precisam ser finamente ajustadas para que o universo mantenha sua estrutura e para que a vida seja possível. Por exemplo, se a força da gravidade fosse mais fraca ou mais forte em apenas uma parte de 10^60, a formação de estrelas seria impossível, e, portanto, vida não seria possível. A constante cosmológica é a que impulsiona a inflação do universo e ela é fixada em uma parte para 10^120. Se fosse alterada em um pouquinho que fosse, o universo expandiria muito rapido ou muito devagar pra formar estrelas e planetas.
Stephen Hawking calculou que, se a taxa de expansão do universo na era Planck (10^-43 segundos depois do Big Bang) tivesse sido menor em uma parte de cem mil trilhões, o universo teria entrado em colapso, e não chegaria a seu estado atual.
As condições iniciais do universo relacionadas a entropia foram perfeitamente ajustadas. Roger Penrose, físico que ajudou Stephen Hawking com os teoremas da singularidade, calculou que as chances de outro universo com baixa entropia (baixa desordem) no inicio como o nosso venham a existir em um possível Multiverso são de 10^10^123

O físico Paul Davies diz:

“Pra mim, há evidencias bem fortes de que tem algo acontecendo por trás disso tudo [...] É como se alguém tivesse ajustado finamente os números da natureza para fazer o Universo [...] A impressão de design é esmagadora.” [Paul Davies, “The Cosmic Blueprint”, p. 203]

E Robert Jastrow, fundador do instituto Goddard para Estudos Espaciais da NASA se refere a essas descobertas como “a evidencia mais poderosa da existência de Deus que já veio da ciência” [Robert Jastrow, “The Astronomer and God”, em “The Intellectuals Speak Out About God”, p. 22.]
Esses são apenas alguns exemplos de ajuste fino de uma lista de aproximadamente 100 constantes e leis que são finamente ajustadas pra vida.
(Leia mais aqui)

Premissa 2 – O ajuste fino do universo se deve a: Necessidade física, acaso ou design.


Por “necessidade física”, quer dizer que existe uma lei fundamental que explica o por que desse ajuste fino ocorrer.
O “acaso” diz que somos bem sortudos.
E “Design” significa que existe um Designer Inteligente que planejou o universo.

Premissa 3 – Não é por necessidade física ou por acaso.


Não pode ser necessidade física, pois as constantes da física são independentes das leis da natureza. As leis poderiam ser as mesmas e as constantes completamente diferentes.
Não só isso, mas tal lei faz a improbabilidade do ajuste fino das leis e das constantes subirem em um nível. Se tal lei existisse, seria uma grande coincidência que essa lei implicasse tais valores para as leis e constantes para permitir vida. Como astrofísicos Bernard Carr e Martin Rees colocaram:

“Mesmo se todas as aparentes coincidências antrópicas pudessem ser explicaras [em termos de alguma lei fundamental], ainda seria incrível que o relacionamento ditado pela teoria física aconteceu também de ser esses propícios a vida.” [Bernard Carr e Martin Rees, “The Anthropic Cosmological Principle and the Structure of the Physical World”, p. 612.]

O acaso também não é uma opção valida. Como dito acima, as chances de nosso universo aparecerem espontaneamente com esse ajuste inacreditável são de uma parte em 10 elevado a 10 elevado a 123. Um numero inacreditavelmente pequeno.
Para entender melhor, o físico John Barrow fez uma analogia:
Pegue uma folha de papel e faça um ponto vermelho. Este ponto representa nosso universo. Agora, mude só um pouco o valor de uma ou outra das constantes do nosso universo. Como consequência, temos um novo universo, que pode ser representado por um ponto próximo ao primeiro. Se esse universo permitir vida, faça-o de vermelho, se não, faça-o de azul. Agora, repita esse procedimento até encher a folha de pontos. No final, teremos uma folha completamente azul com alguns poucos pontos vermelhos. (Leia mais aqui)
Outra tentativa de “melhoras” a situação do “acaso” é utilizando o multiverso. Quer dizer, como existem vários universos por ai, não deveríamos ficar surpresos em observar um universo ajustado finamente, já que simples estamos em um universo que possibilita a vida.
O problema com essa alternativa é que não existem evidencia nenhuma pra ela. Não existe evidencia de um multiverso. Alem disso, é uma completa violação do principio da Navalha de Ockham, que diz que não devemos postular causas além da necessidade. Postular um numero enorme de universos obviamente faz isso. Por fim, o “gerador de universos” precisaria de um ajuste fino pra criar universos com a quantidade certa dos elementos certos para a vida a a fixação da estrutura universal.
(Leia mais aqui)

Conclusão – Portanto, é por Design.


A melhor explicação é o Design. Estamos justificados em inferir Design como a melhor explicação de um fenômeno de ele for: (a) Altamente complexo, (b) não puder ser explicado por acaso, e (c) não puder ser explicado por nenhuma lei.

Alguns podem objetar dizendo “quem projetou o Projetista”? Mas o projetista em questão é alguém que esta além do tempo (já que criou o tempo). Um ser atemporal não tem inicio e, portanto, não tem uma causa. Além disso, é simples, pois não é composto de partes, mas Deus é puro espirito.

Leia mais na serie de textos sobre o Ajuste Fino.

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