terça-feira, 14 de julho de 2015

A Lei Moral, Liberdade e a Autoridade Cósmica


A maioria das pessoas que negam a existência da Lei Moral no fundo tem problemas com uma Autoridade Cósmica. Elas querem “agir livremente”. Ignorando a ironia de que elas afirmam ser objetivamente errado impor uma Lei Moral em cima delas, “bloqueando” sua liberdade, esse texto vai falar sobre as consequências de se negar a Lei Moral, o que é Liberdade e por que a Autoridade Cósmica nos liberta.

A Lei Moral, Liberdade e a Autoridade Cósmica


O que é “O Problema da Autoridade Cósmica”?


Eu já escrevi sobre isso aqui. Mas, creio que essa citação de Thomas Nagel resume bem:

“Eu falo com experiência, estando fortemente com esse medo próprio: Eu quero que o ateísmo seja verdade, e não torna fácil o fato de que algumas das pessoas mais inteligentes e bem informadas que eu conheço sejam crentes religiosos. Não é apenas que eu não acredito em Deus e, naturalmente, espero que esteja certo sobre minha crença. É que eu tenho esperança de que não haja Deus! Eu não quero que Deus exista; Eu não quero que o universo seja desse jeito. Minha opinião é a de que esse problema de autoridade cósmica não é uma condição rara e que é responsável por muito do cientificismo e reducionismo do nosso tempo. Uma das tendências que ele suporta é o uso exagerado da biologia evolucionaria para explicar tudo sobre a vida humana, incluindo tudo sobre a mente humana [...] Essa é uma situação ridícula [...] É tão irracional ser influenciado pela crença de alguém e esperar que Deus não existe quanto pela esperança de que Deus exista.” [Thomas Nagel, “The Last Word”, pp. 130–131]

Basicamente, é um problema que atinge pessoas que querem “ser livres” e viver como bem entenderem, sem ter que dar satisfação a ninguém. Boa parte dos ateístas que conheço são assim. (Não todos, obviamente.) A pergunta que deve ser respondida com honestidade é: Você tem certeza que Deus não existe, ou você apenas quer que Deus não exista?

O que é a Lei Moral?


É uma Lei em nosso coração que nos diz o que é certo e errado. Por exemplo, nós sabemos que mesmo se Hitler tivesse ganho a segunda guerra e feito lavagem cerebral em todo o mundo para que todos pensassem que ele estava certo, ele realmente estava errado. Não importa quem seja, matar seis milhões de Judeus é errado.
Agora, se sabemos que as coisas deveriam ser de certa forma, então deve haver uma Lei Moral. E se há uma Lei Moral, há um Legislador.
Aceitar qualquer forma de relativismo implica que coisas como homofobia, machismo, assassinato, estupro, pedofilia e outros não seja objetivamente errado. É apenas uma opinião da maioria. Mas assim, você não tem direito de reclamar com quem comete esses atos. Você tem um direito subjetivo dado pelo governo, mas se o governo tirar esse direito, então você não pode reclamar de alguém matar uma pessoa amada. É a opinião dela contra a sua. Apenas isso.

O que é Liberdade?


A maioria das pessoas vai definir liberdade de duas formas: (1) É fazer o que quiser; ou (2) fazer o que quiser desde que não cause danos aos outros. Consequentemente, (2) pressupõe a existência de uma Lei Moral.
Existe algo bem estranho aqui. Se você faz o que quer, não seria escravo de si mesmo? Pense nisso por um minuto. Você poderia se abster de fazer “o que quer”, apenas para o bem de outra pessoa?
Recentemente, eu descobri o site Fight Against the New Drug. Esse é um site espetacular que ajuda as pessoas com tratamento contra o vicio em pornografia. Agora, eu não sei realmente como o programa funciona (acho que é pago para adultos mas jovens podem conseguir uma espécie de “patrocínio”). Mas enfim, o importante é que la existem vários testemunhos de pessoas com vícios em pornografia. Uma mulher conta como o marido dela a deixava de lado apenas pra se satisfazer com pornografia [Fonte: FTND - My Hurband has chosen porn over me for 16 years]
Você deve estar pensando, “Ok, mas não é por que eu faço algo que eu sou escravo desse algo”. Na verdade, vendo como esses casos começam, nós podemos perceber que todos estão sujeitos a isso.
Pense nisso: Como o vicio do marido começou? “Um aqui não faz mal”, “todo mundo faz”, “não é nada demais”, etc. Esses pequenos momentos acabam se tornando um grande momento. E se você pensa “Ok, mas eu não me importo com isso e vou continuar. Afinal, meu corpo minhas regras, certo?” A ironia dessa frase, é que a maioria das pessoas que dizem “meu corpo, minhas regras”, não estão de fato dando regras para como seu corpo deve agir. É o contrario: O corpo esta ditando as regras. O “instinto animal” controla a mente, o “eu” (você pensando que a mente é uma substancia do cérebro ou algo fora do cérebro).
Isso é apenas um exemplo. Mas se você parar pra olhar a sua volta, a maioria das pessoas não são verdadeiramente livres. De fato, creio que ninguém é verdadeiramente livre de algo.
A Bíblia diz que existem duas escolhas na vida: Você quer estar com Deus ou quer ser deus? No fundo, essas são as únicas escolhas que temos. Você quer uma Lei Moral e um Legislador, ou você quer ser o legislador? Em ambos os casos, você esta indo atrás de algo: Seu egocentrismo ou o teocentrismo na sua vida.
Eu creio no livre arbítrio. Mas toda escolha livre que fazemos é regida por uma decisão de vida que fizemos livremente: Estar com Deus ou ser deus. O problema com a maioria das pessoas é que elas querem ser deus. Qual o problema disso? É que se todos forem deus, todos vão querer fazer o que quiserem. O maior engano da humanidade atual é crer que “meu corpo, minhas regras” é um slogan de liberdade.
Toda nossa “escravidão pessoal” nos leva à egolatria. A egolatria é quando nós mesmos nos tornamos nossos ídolos. É algo pior do que o egocentrismo. Enquanto o egocentrismo diz que vivemos para nós, na egolatria nós não apenas vivemos para nós, mas nós nos tratamos como autoridade superior a tudo. O simples problema é que nós não somos autoridade superior a tudo e todos. Se todos acharem que são superiores, ninguém vai ser superior. As consequências são pessoas que vivem para si e usam as outras para si. Suas amizades são apenas pra lhe dar prazer, ou você se importa quando um amigo não esta bem? Enviar um “=/” não vai ajuda-lo, e você sabe disso. “Mas eu não sei o que falar” – Então faça. Abrace, escute, esteja la. Se estiver longe, mande algo engraçado, diga coisas positivas. “Ah, mas da muito trabalho!” – Então você tem amizades apenas pra prazer próprio. Você usa pessoas, não ama pessoas.
Isso é exatamente o que acontece com pessoas que saem na noite pra “ficar” com varias pessoas. Ou até mesmo com uma só e nunca mais ver. Essa pessoa esta usando outras como objetos de prazer, enquanto é usada por outras como objeto de prazer. Como eu mesmo disse em outro texto:

No final, não será você dizendo “meu corpo minhas regras”, mas seu corpo dizendo “minha mente, minhas regras”.
Uma pergunta então aparece: "Mas e se a pessoa quiser ficar se satisfazendo e ser 'escrava de si mesma'?" Então ela não é uma pessoa ética. Por fazer mal a si mesma e por causa de (d). Alimentar a carne sempre vai te fazer querer mais carne. Você vai “ficando e ficando” apenas por prazer. Pessoas se tornam “pedaços de bolo”: Você pega, come e parte pra outra. Você desumaniza o ser humano para prazer próprio.
Mesmo que não perceba, esta tratando o ser humano como um objeto de prazer. E ao mesmo tempo, esta sendo tratado como um objeto de prazer por outra pessoa. As duas partes tratam-se exatamente como o niilismo diz: objetos sem sentido, sem valor. Com isso, alimentando isso, as pessoas vão se preocupando mais e mais com seu prazer pessoal. “É meu”, elas pensam. Seu subconsciente as diz “este é meu, para meu prazer”. E isso as torna mais egoístas. Quanto mais se alimenta a si mesmo, menos se preocupa com as conseqüências que isso pode trazer aos outros. Pensando sempre em seu próprio prazer, elas nunca se perguntam “será que estou fazendo mal a alguém?”. Sua prisão não as deixa fazer essa pergunta. É sempre “é só um momento sem sentido”. [Olhar Unificado, “Uma humanidade de pedaços de bolo”]

A Autoridade Cósmica que liberta


Deixando nossos “eus” de lado, percebendo que há “eles” la fora, nós podemos nos libertar. Mas não é apenas a percepção de outros que nos liberta, é a percepção de Alguém. Nossas vidas não podem ser regidas por nós mesmos e para nós mesmos, pois isso nos leva a egolatria absoluta. Ela também não pode ser regida por outra pessoa, pois essa não sabe tudo sobre nós. E se nós perdermos essa pessoa, nós perdemos tudo aquilo para que vivemos. Pessoas falham. Colocar nosso proposito em alguém imperfeito, apenas nos leva a imperfeição.
Todo o ponto do Cristianismo é dizer que nós falhamos. Não por que um casal qualquer falhou a alguns milhares de anos, mas por que nós faríamos pior ou igual. Nós não conseguimos seguir a Lei Moral, e é por isso que precisamos de um Salvador.
O Cristianismo diz que, embora os outros falhem conosco e nós falhemos sempre, nós podemos colocar nosso proposito em Alguém que não falha. Ao invés de tentar achar liberdade na imperfeição, de colocar proposito na imperfeição, nós Cristãos colocamos nosso proposito e liberdade no único ser Perfeito. Nós admitimos que somos “podres”, iguais a todo mundo, e encontramos essa alegria em Cristo, o qual o amor é dado gratuitamente.
Você, vai ser escravo de si mesmo e de outros, ou vai deixar sua liberdade para a verdadeira liberdade? Vai se colocar nas mãos da imperfeição, ou nas mãos dAquele que é perfeito? É aqui que o Cristão se vê livre. Ele não depende da imperfeição de si mesmo ou da dos outros. Mas sim da perfeição do Único Ser Perfeito.

Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.
João 8:36

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