quarta-feira, 27 de maio de 2015

A Existência de Deus #13 - O Argumento da Física Digital


É possível que a realidade seja uma Matrix? É possível que tudo não passe de uma simulação? Experimentos recentes da física quântica parecem sugerir isso, e o que sabemos da realidade pode ser completamente diferente do que imaginávamos.


O Argumento da Física Digital


Premissa 1 – Simulações ocorrem ou em um computador ou em uma mente

Simulações podem ser feitas em um computador, como um jogo de videogame ou uma realidade social virtual, ou em uma mente, já que esta também tem elementos de estados integrados de informação e também processa informação.

Premissa 2 – O universo é uma simulação

Existem duas possibilidades: A hipótese da realidade objetiva, que diz que a realidade é física e existe por si só, sem precisar de nada para explicar, e a hipótese da realidade virtual, que diz que nosso mundo existe dependendo de informação e processamento acontecendo fora do espaço-tempo.
Olhe por exemplo, para o Big Bang. Como pode o espaço-tempo vir a partir de absolutamente nada? Não faz sentido, a não ser que olhemos para o universo como uma realidade virtual. Realidades virtuais sempre começam com fluxo de informação a partir do “nada”.  Como Brian Whitworth diz:

“... A teoria da realidade virtual se encaixa com o big bang. Nenhuma realidade virtual pode ter existido para sempre, já que precisa de um processor para dar inicio [...] Toda vez que um jogo de computador começa ou quando se liga um computador, um tipo de ‘big bang’ acontece. Da perspectiva da própria realidade virtual, sua criação é sempre a partir do ‘nada’, já que antes do mundo virtual começar, realmente não haviam tempo ou espaço como definidos por esse mundo.” [Brian Whitworth, “The Physical World as a Virtual Reality”, p. 11]

Outra evidencia vem do Minima Quantico, que diz que coisas como a luz são minimizados a fótons nos diz que nós estamos em uma realidade virtual.
Todos os eventos e objetos nos processos digitais  devem ter uma qualidade mínima, e não podem ser reduzidos mais do que isso. Sempre que se aproxima de um objeto em um jogo ou um mundo virtual, a imagem se quebra em pixels. No mundo real, isso também acontece. Se nos aproximarmos demais, chegamos ao nível das partículas subatômicas, bilhões de vezes menores do que átomos.
Também temos um máximo de velocidade, que é a velocidade da luz. Em um mundo computadorizado, existe um limite colocado por um processador. Whitworth comenta:

“Einstein deduziu que nada viaja mais rápido do que a luz a partir da maneira como o mundo funciona, mas isso não explica o por que do nosso mundo ser dessa forma. Por que a velocidade de um objeto simplesmente continuar aumentando? Se a luz é como uma onda clássica, sua velocidade deveria depender da elasticidade e inercia do meio que se desloca. Se a luz viaja por um meio de espaço vazio, sua velocidade deveria depender da elasticidade e inercia do espaço. Porem, como pode o espaço vazio ter propriedades? [...] A teoria da Realidade Virtual explica bem, mas a realidade objetiva não.” [Idem, p. 11-12]

Alem disso, objetos quânticos também são iguais uns aos outros, assim como os pixels de uma realidade virtual, que são criados com o mesmo código e são iguais.
Esses são alguns exemplos de uma lista de 11 os quais Brian Whitworth avalia e chega a conclusão de que a realidade virtual explica melhor do que a teoria da realidade objetiva.
Na busca pela teoria de gravidade quântica, essencial a Teoria das Cordas e a Gravidade Quântica de Loop, esta o Principio Holográfico, que diz que o mundo tridimensional e o processo de informação emergiram de uma superfície 2D.
Outro ponto é que experimentos em física quântica sugerem que dois objetos podem se relacionar a distancia, da mesma forma que dois pontos em um monitor estão iguais em relação a CPU.
Também é reconhecido na física quântica que objetos não existem independentes da observação. [Dr Quantico, “O experimento da fenda dupla”]
Isso foi confirmado por experimentos recentes, que também refutaram tentativas de explicar esse fenômeno. [An experimental test of non-local realism]
Muitos tentam argumentar que essas partículas existem antes da observação, mas apenas em forma de onda, que se torna um objeto quântico quando observado. Mas isso não é possível. Como Bruce Rosenblum e Fred Kuttner colocaram:

“Probabilidade quântica não é a probabilidade de onde um átomo esta. É a probabilidade objetiva de onde você ou qualquer pessoa, irão encontra-lo. Um átomo não estava em lugar algum até ele ser observado como estando ali.” [Bruce Rosenblum e Fred Kuttner, “The Quantum Enigma”, p. 129]

Werner Heisenberg também disse:

“... os átomos ou as partículas elementares não são reais; eles formam um mundo de potencialidade ou possibilidade ao invés de um de coisas ou fatos.” [Werner Heisenberg, “Physics and Philosophy”, p. 160]

Quando olhamos uma partícula de perto, ela tem forma, mas quando nos afastamos, ela vai perdendo essa forma. Isso é exatamente o que acontece em um jogo de videogame.

Premissa 3 – Uma simulação em um computador ainda precisa ser simulada em uma mente

E que tal a teoria de que somos humanos simulados por humanos do futuro? O problema é que essa alternativa não responde nada. Usando o Principio da Indiscernibilidade de Leibniz, que diz que se dois objetos são absolutamente iguais, então eles devem ser indistinguíveis um do outro com respeito a todas as suas propriedades, então humanos do futuro teriam um mundo similar ao nosso, sendo também uma simulação. Como Nick Bostrom colocou:

“...nós teríamos que suspeitar que os humanos futuros rodando a simulação também são seres simulados; e seus criadores, por sua vez, também podem ser seres simulados. A realidade então pode conter vários níveis.” [ARE YOU LIVING IN A COMPUTER SIMULATION? Philosophical Quarterly (2003) Vol. 53, No. 211, pp. 243-255]

E isso nos levaria a um regresso infinito.
Mas e se o mundo que nos simula não for um mundo quântico, mas sim um mundo descrito por física real? Bom, para um qubit (bit quântico) teriam que ser desempacotados em bits clássicos. Isso nos daria um hard drive de computador clássico maior do que o que esta sendo simulado, maior do que o próprio universo.
Postular uma mente como o simulador é mais simples, explica todos os fatos do mundo quântico, comparados com os de uma realidade virtual, e não viola o principio da Navalha de Ockham, que é um principio cientifico que diz para não postularmos mais causas do que necessário. Uma mente também é diferente de um cérebro e um computador, sendo um objeto inteiramente imaterial, que não requer matéria para existir. Isso também nos é dito pela mecânica quântica, de que a matéria precisa de uma mente. [Quantum erasure with causally disconnected choice]


Premissa 4 – Portanto, o universo é uma simulação em uma mente (de 2 e 3)

O universo esta sendo simulado:
Em um mundo quântico, ou
Em um mundo clássico, ou
Em uma mente.
Como visto acima, simulações em um mundo quântico levam a um regresso infinito, e em um mundo clássico levaria a absurdos. Então, a melhor explicação é a de uma mente.

Premissa 5 – Essa mente é o que chamamos de Deus

Uma mente fora do espaço-tempo e imaterial, capaz de escolher quando a simulação começa (14 bilhões de anos atrás) e que existe necessariamente (imutável e permanente) é exatamente o que chamamos de Deus.

Conclusão – Portanto, Deus existe.

Dada a verdade de que o universo é uma simulação e que a melhor explicação para essa simulação é uma mente transcendente, então podemos concluir que a melhor explicação para a existência do universo como uma simulação é exatamente aquilo que chamamos de Deus.

Agradecimento:


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