sábado, 25 de abril de 2015

Argumentos que Criacionistas deveriam parar de usar


Ao longo dos anos, eu vi argumentos horríveis usados por Criacionistas. Na grande maioria, uso errado de ciência. Hoje, vou listar abaixo os argumentos que todo criacionista deveria parar de usar. Coloquei alguns relacionados a Terra Jovem (mas se tivesse paciência, colocaria mais) e alguns relacionados a Evolução.

Argumentos que Criacionistas deveriam parar de usar


“A Segunda Lei da Termodinâmica refuta a evolução!”

De acordo com a segunda lei, um sistema fechado tende a ir de um estado de ordem para desordem. Então, como pode a evolução dar conta de sistemas tão complexos como os seres humanos? Simples: A Terra é um sistema aberto que recebe constante energia do Sol. E os seres vivos, constantemente gastam energia também.

“Onde esta o Elo Perdido? CHEQUE MATE!”

O problema aqui é que, na teoria evolucionista todas as formas de vida funcionam como elos perdidos. Cada Microevolução é uma nova vida e, de acordo com a teoria, cada espécie vai mudando aos poucos até chegar a nova espécie. A teoria não diz que de repente um macaco deu a luz a um homem. Se fosse observado um peixe dando cria a um sapo, isso sim seria boa evidencia contra a evolução.

“Datação por Carbono-14 não funciona!”

Qualquer maneira de datação vai falhar se for mal usada. Em especial, teste de radiocarbono tem algumas limitações. Se os testes excederem essas limitações, obviamente teremos resultados inválidos. Por exemplo, datação por radiocarbono funciona em coisas de até 50.000 anos. Mas se for usada em algo que excede esse limite, provavelmente vai dar um resultado invalido. As amostras também podem estar contaminadas com carbono mais novo ou mais antigo, o que invalida o resultado. [1]

“Evolução é só uma TEORIA! TEORIA, entendeu??”

Teorias cientificas não são “chutes”. São baseadas em experimentos, observações, evidencias, etc. No caso da evolução, existem observações de mudanças nas espécies e a evidencia da similaridade do DNA. A dificuldade aqui é que a similaridade no DNA pode ser por causa de um Designer em comum. E a pergunta de se as microevoluções podem virar macroevoluções é outra história.

“A população poderia ter surgido a 6000 anos, dada a taxa de crescimento de 0.5% por ano”

O problema é que esse argumento assume que a taxa de crescimento populacional sempre foi o constante. Porem, guerras e pragas causaram a diminuição na população de tempos em tempos. De fato, se pensar bem, antes da agricultura o tamanho das populações era muito limitado.
Alem disso, não existe razão nenhuma para usar a taxa de crescimento populacional de 0.5%. Durante os anos de 1000 e 1800, o crescimento populacional foi próximo de 0,1227% por ano. Com essa taxa de crescimento, para a população chegar ao nível atual, seriam necessários oito sobreviventes do Dilúvio a cerca de 16,660 anos.
Se assumirmos um crescimento de 0.5% por ano, a partir de oito pessoas desde o ano de 2350 a.C., coisas começam a não fazer sentido. Se assumirmos que Moises levou 600.000 pessoas no ano de 1446 a.C., de acordo com o modelo, isso seria impossível. Nesse modelo de crescimento de 0.5% ao ano, Moises levaria apenas 726 pessoas. (O calculo: P(N) = 8 × (1.005)N, sendo N o numero de anos, 8 os sobreviventes do dilúvio e 0.5 a taxa de crescimento anual.) [2]

“Se viemos dos macacos, então por que ainda existem macacos?”

Humanos e macacos vem de um ancestral comum que se dividiu em algumas linhagens. Para ilustrar, essa questão seria como se eu perguntasse “se os Brasileiros e ao Australianos vieram de Europeus, então por que ainda existem Europeus?”

Fontes

[1] – Talk Origins, “Carbon dating gives inaccurate results”, http://www.talkorigins.org/indexcc/CD/CD011.html

[2] – Idem, “Human population growth indicates a young earth”, http://www.talkorigins.org/indexcc/CB/CB620.html

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