terça-feira, 10 de março de 2015

A Existência de Deus #12 - O Argumento da Aplicabilidade da Matemática


Esse é um argumento “novo”. Pelo menos ele foi “popularizado” recentemente, no debate de William Lane Craig contra Alex Rosemberg (que, em minha opinião, Craig destruiu Rosemberg e as próximas gerações da família dele).
O Argumento da Aplicabilidade da Matemática é um argumento que tenta encontrar ume melhor explicação para a matemática sendo aplicada ao mundo físico.

O Argumento da Aplicabilidade da Matemática


Premissa 1 – Se Deus não existe, a aplicabilidade da matemática é uma “feliz coincidência ”

Como pode, um físico como Peter Higgs sentar em uma mesa e, por meio de cálculos elaborados, prever a existência de uma partícula como o Bóson de Higgs que foi descoberta 30 anos depois? Físico Eugene Wigner se refere a isso como “a irracional efetividade da matemática”. [1]
Quando perguntado se o Bóson de Higgs poderia eliminar a Deus, Peter Bussey, físico especialista na busca pelo Bóson de Higgs respondeu:

“Não há nada a ver com Deus, a não ser que Deus é um matemático, o que é algo que talvez não gostemos de discutir. O fato de que há matemáticas elegantes por trás de tudo no Universo realmente fazem-me sugerir a existência de uma grande inteligência por trás de tudo.” [2]

Mas, se essa aplicabilidade da matemática com seus números e teoremas são apenas objetos abstratos casualmente isolados do mundo físico, então sua aplicabilidade na matemática é, como disse a filosofa da matemática Mary Leng, “uma feliz coincidência” [3]. E, se esses objetos matemáticos são apenas coisas fictícias úteis, como que a natureza é escrita na linguagem desses objetos?

Premissa 2 – A aplicabilidade da matemática não é uma “feliz coincidência ”

A grande complexidade da matemática aplicada ao mundo físico não é algo que tem que estar ali. É preciso uma explicação do por que esses objetos matemáticos podem ser aplicados ao nosso mundo físico. Dizer que simplesmente são uma “coincidência feliz” ou que não tem explicação é extremamente não-cientifico.
Objetos abstratos (ou matemáticos) não têm poder causal. Eles não podem simplesmente se rearranjar e formar essa complexidade de cálculos que descrevem nosso mundo físico.
Alguns podem objetar dizendo que as equações matemáticas são apenas “invenções humanas” para prever fenômenos. Mas isso esta incorreto. Nós não inventamos os cálculos, mas sim descobrimos como aplicá-los ao mundo físico. Os teoremas e cálculos complexos são apenas descobertos por nós. Se nós simplesmente os inventássemos, não poderíamos ter a certeza do resultado que queremos chegar.
Outra possível objeção é “e se essa aplicabilidade da matemática for existir por própria necessidade?” O problema é que nossa realidade poderia ser um completo caos, sendo descrito por uma matemática diferente. Isso é similar ao argumento do ajuste fino. Assim como as constantes, se esses nossa realidade fosse descrita por equações diferentes, então a realidade poderia ser um caos. Não há nada ilógico nisso. Mas, mesmo se essa aplicabilidade for necessária, em cálculos básicos como “2+3=5”, existem outras áreas da matemática que tem uma estrutura matemática irredutivelmente complexa, que aplicadas ao nosso universo requerem uma explicação.

Conclusão – Portanto, Deus existe.

Há duas opções: Ou a aplicabilidade da matemática tem sua complexidade causada por algo extremamente improvável, ou um Designer projetou o universo com a estrutura matemática que Ele tinha em mente.
Quando avaliamos algo complexo, podemos inferir um design como a melhor explicação para o fenômeno. Então, dada a complexidade extrema e irredutível da aplicabilidade da matemática que vamos descobrindo em nosso mundo físico, a melhor explicação é a de que um Designer criou essa estrutura.

Fontes

[1] – Eugene Wigner, “The Unreasonable Effectiveness of Mathematics in the Natural Sciences”, http://www.dartmouth.edu/~matc/MathDrama/reading/Wigner.html
[2] – O bóson de Higgs é uma ameaça a fé cristã? - http://www.youtube.com/watch?v=t-AABfdJPGU
[3] – Mary Leng, “Mathematics and Reality”, p. 239

Nenhum comentário:

Postar um comentário