segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Os piores argumentos contra o Teísmo #12 - "O Dragão na garagem", de Carl Sagan


Carl Sagan inventou uma história que diz o seguinte: Fulano encontra Sicrano em uma garagem, e Fulano diz que ali tem um Dragão. Sicrano diz que não vê o Dragão, então Fulano diz que ele é invisível. Sicrano faz vários testes para ver a validade da existência do Dragão, mas Fulano sempre arranja uma desculpa.
De acordo com Sagan, essa seria uma boa analogia para mostrar o que acontece com Deus. Seria esta uma boa analogia?

O Dragão na garagem de Carl Sagan

Físico vs Metafísico

O primeiro problema a ser notado é que um Dragão é um ser físico. (ou seria, se existisse) Se esse Dragão esta sendo usado como uma analogia para um ser como Deus, então ele entra no plano metafísico, e nenhum teste realizável em uma garagem vai verificar isso. Para verificar a existência deste dragão, os testes empíricos não funcionariam, e teriam de ser realizadas conversas filosóficas.

Contradições lógicas na história original

Na história original, o dono do dragão diz que o fogo é invisível e não emite calor. No entanto, essas são características essenciais do fogo. Portanto, o fogo do dragão não é fogo. (Ai o defensor desse argumento mega racional vai dizer “mas não é fogo mesmo!”. Oh céus...)

Características físicas e nomeação

Se esse dragão é imaterial, espiritual e seu fogo-não-fogo não é quente, como o dono da garagem sabe que é um dragão? O conceito tradicional de um dragão não requer que ele seja material, físico e que seu fogo queime? Sem estes atributos, como pode ser distinguido de qualquer outro ser?

Podemos chegar e crer em Deus racionalmente

Diferente de um dragão super especial em uma garagem, podemos concluir que Deus existe a partir de argumentos racionais baseados na ciência, filosofia e história. Argumentos como o Argumento Cosmológico Kalam, Leibniziano, Argumento Moral, Ontológico, Teleológico e outros, podem nos levar a conclusão de que Deus existe racionalmente.

Conclusão

Mais uma tentativa desesperada de dizer que a crença em Deus é absurda e que se não há evidencias, não se deve acreditar. Mas a lógica de Sagan falha com falácias, contradições e erros nominais.

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