quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O Jesus Histórico #1 - Jesus existiu?


Nessa serie, vou colocar todas as evidencias para a existência de Jesus, a credibilidade de suas falas nos evangelhos e a historicidade de sua ressurreição. Alem disso, vou responder a teorias alternativas. Esse texto (e provavelmente outros da serie) serão mais longos que o normal.

Jesus realmente existiu?

Credibilidade do Novo Testamento

Talvez surpreenda o leitor em saber que os historiadores levam o Novo Testamento a serio, tratando-os, não como livros inspirados pelo divino, mas como documentos históricos, que é o que eles eram originalmente, já que no começo, não havia “O Novo Testamento”, eram apenas documentos independentes separados. R. T. France, estudioso do Novo Testamento coloca dessa forma:

“Em seu nível literário e personagens históricos nós temos bons motivos para tratar os evangelhos seriamente como fonte de informação da vida e dos ensinamentos de Jesus, e então da origem histórica do Cristianismo. Historiadores antigos algumas vezes têm comentado que o nível de ceticismo em que os estudiosos do Novo Testamento tratam suas fontes é muito maior do que seria através de qualquer outra área da história antiga. De fato, muitos historiadores antigos teriam se chamado de sortudos em ter quatro contos responsáveis, escritos de uma ou duas gerações após os eventos, e preservados de forma tão boa como um manuscrito antigo [...] Alem disso, a decisão de como o estudioso esta disposto a aceitar o registro que eles oferecem provavelmente vai ser influenciada mais por sua abertura a visão de mundo ‘sobrenaturalista’ do que por considerações estritamente históricas.” [1]

Evidencia Extra-Biblica

Não existe historiador serio que diga que Jesus nunca existiu. Alem do N.T. temos vários outros documentos que mencionam Jesus. Deixe-me listar 10 autores não cristãos do primeiro século que mencionam Jesus: Flavio Josefo, historiador Judeu; Tácito, historiador romano; Plínio, político romano; Flegon, escravo liberto que escrevia histórias; Talo, historiador do primeiro século; Suetônio, historiador romano; Luciano, satirista grego; Celso, filosofo romano; Mara bar Serapion, cidadão reservado que escrevia para seu filho; e o Talmude judaico.  Flavio Josefo, por volta de 90 d.C. escreveu sobre Jesus:

“E por esse tempo apareceu Jesus, um homem sábio, se é que deveríamos chamá-lo homem, pois ele foi um operador de obras maravilhosas, um mestre dos homens que recebem a verdade com prazer. Ele conduziu muitos judeus, e também gregos. Este homem era o Cristo. E quando Pilatos o condenou à cruz com risco de seu impedimento pelos mais importantes de entre nós, aqueles que o haviam amado a princípio não cessaram; pois ele lhes apareceu no terceiro dia vivo, tendo os profetas divinos falado destas e de milhares de outras coisas maravilhosas a respeito dele; e mesmo agora a tribo dos cristãos, assim chamados à semelhança dele, ainda não desapareceu.” [2]

Por volta de 115 d.C. Tácito escreveu:

“...para acabar com os rumores, [Nero] acusou falsamente as pessoas comumente chamadas de cristãos, que eram odiadas por suas atrocidades, e as puniu com as mais terríveis torturas. Christus, o que deu origem ao nome cristão, foi condenado à morte por Pôncio Pilatos, durante o reinado de Tibério; mas, reprimida por algum tempo, a superstição perniciosa irrompeu novamente, não apenas em toda a Judéia, onde o problema teve início, mas também por toda a cidade de Roma.” [3]



Plínio, O Jovem, escreveu:

“Eles tinham o hábito de se juntarem num dia fixo antes que o sol raiasse, quando cantavam hinos a Cristo como sendo Deus, e jurando entre todos solenemente que não cometeriam qualquer ato perverso.” [4]








Não apenas essa citação é importante para a existência de Jesus, como também afirma que em 110 d.C. ele já era adorado como Deus.
Mara Bar-Serápion, pouco depois de 73 d.C. escreveu:

“Que proveito tiveram os atenienses ao tirar a vida de Sócrates? Fome e peste lhes sobrevieram como juízo pelo nefando crime que cometeram. Que lucro obtiveram os cidadãos de Samos ao lançar Pitágoras às chamas? Num instante seu território se viu coberto de areia. Que vantagem alcançaram os judeus com a execução de seu sábio Rei? Foi justamente em seguida a esse fato que o reino deles foi abolido. Deus, com justiça, vingou esses três sábios; os atenienses foram consumidos pela fome; os sâmios foram tragados pelo mar; os judeus foram arruinados e banidos da própria pátria, vivendo em completa dispersão. Entretanto, a morte não extinguiu a Sócrates, que continuou a viver no ensino de Platão. A morte não aniquilou Pitágoras, que continuou a viver na estátua de Hera. Nem o sábio Rei a morte destruiu, pois continuou a viver nos ensinos que transmitia.” [5]

Essa passagem provavelmente não foi escrita por um Cristão nem modificada por um. Pois se Mara Bar fosse Cristão, ou se o texto tivesse sido modificado por um, ela mencionaria que Jesus continuou a viver ressurreto dos mortos.
Em seu livro “The Verdict of History”, Gary Habermas cita 39 fontes extra-biblicas que mencionam Jesus.
O historiador Geoffrey Blainey, professor da Universidade de Harvard e da Universidade Melbourne, conclui:

“Minha conclusão é que, pelos padrões da época, sua história [de Jesus] foi surpreendentemente registrada, já que ele só ficou conhecido nos últimos anos de vida e, assim mesmo, em uma região do Império Romano pouco desenvolvida e afastada. De todas as pessoas comuns daquela época, desconhecidas fora de sua terra, a vida e os ensinamentos de Jesus estão entre os mais documentados.” [6]





Prof. Graeme Clarke, da Universidade Nacional da Austrália diz:

“Francamente, não conheço nenhum historiador antigo ou historiador bíblico que teria a menor duvida sobre a existência de Jesus Cristo – A evidencia documentada é esmagadora.” [7]








O historiador Edwin M. Yamauchi diz:

“De tempos em tempos, aparece alguém que tenta negar a existência de Jesus, mas isso é pura perda de tempo. Existem provas irrefutáveis de que Jesus existiu, portanto esses questionamentos hipotéticos são muito vazios e falaciosos.” [8]








De acordo com Yamauchi, mesmo que nós não tivéssemos nenhum manuscrito do Novo Testamento, se tivéssemos apenas Antiguidades, o Talmude, Tácito e Plinio, “teríamos um volume considerável de provas históricas; na verdade, esses documentos nos dariam um tipo de esboço da vida de Jesus. [...] Saberíamos, em primeiro lugar, que Jesus era um professor judeu; segundo, muitas pessoas acreditavam que ele curava e fazia exorcismos; terceiro, alguns acreditavam que ele era o Messias; quarto, ele foi rejeitado pelos líderes judeus; quinto, foi crucificado por ordem de Pôncio Pilatos durante o remado de Tibério; sexto, apesar de sua morte infame, seus seguidores, que ainda acreditavam que ele estivesse vivo, deixaram a Palestina e se espalharam, assim é que havia muitos deles em Roma por volta de 64 d.C; sétimo, todo tipo de gente, da cidade e do campo, homens e mulheres, escravos e livres, o adoravam como Deus. Sem dúvida a quantidade de provas corroborativas extrabíblicas é muito grande. Com elas, podemos não somente reconstruir a vida de Jesus sem termos de recorrer à Bíblia como também ter acesso a informações sobre Cristo por meio de um material mais antigo do que os próprios evangelhos.” [9]

Conclusão

Nós temos evidencias sólidas e poderosas de que Jesus existiu. No próximo texto, vou falar sobre O Código da Vinci. Depois disso sobre Zeitgeist e depois sobre o Messias de César.

Fontes

[1] – R. T. France, “The Gospels as Historical Sources for Jesus, the Founder of Christianity”, Truth 1 (1985): 86.
[2] – Flavio Josefo, “Antiguidades Judaicas”, Antiguidades 18:3:3, 93-94 d.C.
[3] – Tácito, Anais 15.44, ap. Evidência, p. 104
[4] – Plinio, o Jovem, Cartas 10.96, ap. Josh MCDOWELL, Evidência, p. 106.
[5] – F. F. Bruce, “Merece Confiança o Novo Testamento?”, p 148.
[6] – Geoffrey Blainey, “Uma Breve História do Cristianismo”, pg 5
[7] – Email enviado a John Dickson, mostrado em “Jesus never existed?” - https://www.youtube.com/watch?v=5xx4C0w2864 (2:23)
[8] – Lee Strobel, “Em defesa de Cristo”, p. 46
[9] – Idem, p.49

2 comentários:

  1. Alguém já ouviu falar de uma Iemanjá histórica? Não? Claro, não faz o menor sentido. Então por que o Jesus histórico faz? O que já foi feito para dar sentido a essa crença é de dar medo.

    “A verdade histórica é a mais ideológica de todas as verdades científicas [...]Os termos de subjetivo e de objetivo já não significam nada de preciso desde o triunfo da consciência aberta [...]. A verdade histórica não é uma verdade subjetiva, mas sim uma verdade ideológica, ligada a um conhecimento partidário”. (ARON cit. por Marrou, s/ data, p. 269)

    Se a fé nunca dependeu da história, porque fazem tanta questão desta última? Por que insistem em preservar essa bruma que envolve os primeiros séculos do cristianismo? Não devia ser assim. No entanto, quando fazemos uma aproximação dos fatos com fatos e não com ideias, é possível outra conclusão.

    http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/paguei-pra-ver

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  2. Alguém já ouviu falar de uma Iemanjá histórica? Não? Claro, não faz o menor sentido. Então por que o Jesus histórico faz? O que já foi feito para dar sentido a essa crença é de dar medo.

    “A verdade histórica é a mais ideológica de todas as verdades científicas [...]Os termos de subjetivo e de objetivo já não significam nada de preciso desde o triunfo da consciência aberta [...]. A verdade histórica não é uma verdade subjetiva, mas sim uma verdade ideológica, ligada a um conhecimento partidário”. (ARON cit. por Marrou, s/ data, p. 269)

    Se a fé nunca dependeu da história, porque fazem tanta questão desta última? Por que insistem em preservar essa bruma que envolve os primeiros séculos do cristianismo? Não devia ser assim. No entanto, quando fazemos uma aproximação dos fatos com fatos e não com ideias, é possível outra conclusão.

    http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/paguei-pra-ver

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