quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Criação e Evolução #13 - Complexidade Irredutivel


O mecanismo darwinista foi a contribuição de Darwin para a biologia evolutiva. De acordo com Darwin, se espécies puderem evoluir de pouco a pouco, gradualmente, então elas podem, em longos períodos de tempo, desenvolver novas espécies.
Porem, estudos mais recentes do mundo molecular nos dizem que existe um grande obstáculo para essa teoria. Michael Behe popularizou o argumento da complexidade irredutível e ele é bastante usado até hoje.

Complexidade Irredutível

Em 1859, Charles Darwin sabia que seu mecanismo de evolução gradual tinha um ponto fraco, e que se esse ponto fraco fosse descoberto sua teoria estaria acabada. Ele escreveu:

Charles Darwin
“Se pudesse ser demonstrado que qualquer órgão complexo existente não tivesse sido formado por modificações numerosas, sucessivas e pequeninas, minha teoria estaria absolutamente acabada” [1]









Michael Behe
E isso é exatamente o que Behe descobriu. Segundo Behe, em nível molecular as coisas vivas possuem sistemas de maquinas moleculares. Se qualquer parte dessas maquinas for retirada, então o sistema não funciona.
Uma analogia muito usada por Behe e por outros é a de uma ratoeira. A ratoeira tem cinco partes: (1) a taboa da base, (2) o machado que mata o rato, (3) um arame que liga o machado e o faz atacar, (4) um sistema sensível que ativa esse arame e (5) uma barra de metal que segura o machado. Uma ratoeira não pode ser construída gradativamente, sem uma dessas partes, ela é irredutivelmente complexa.
Assim como a ratoeira, os organismos vivos são cheios de sistemas moleculares irredutivelmente complexos. Essas maquinas moleculares não poderiam ser desenvolvidas pelo sistema darwinista, pois seus intermediários não funcionariam. Deixe-me listar 5 sistemas irredutivelmente complexos:

1- Flagelo Bacteriano: O flagelo é um motor rotatório na bactéria que faz a hélice funcionar. Estudos genéticos mostraram que o flagelo é irredutivelmente complexo com respeito a 35 genes.

2- Cílio eucariótico: O cílio é uma estrutura parecida com um cabelo, construída como um sistema de microtúbulos, tipicamente com 9 microtúbulos. Essas maquinas tem varias funções em eucariontes, como permitir a navegação do espermatozóide ou remover particular. Se qualquer microtúbulo for retirado, a função de remar do cílio não funciona.

3- Coagulo sanguíneo: Esse sistema de maquina molecular é onde  a montagem de substratos, enzimas, cofatores de proteínas e os íons de cálcio em uma superfície fosfolipídica aceleram o coagulo. De acordo com Behe, o núcleo do coagulo sanguineo é irredutivelmente complexo com respeito aos componentes após a iniciação de suas vias de convergência.

4- Ribossomo: Os ribossomo é uma maquina de RNA. Ele envolve mais de 300 proteínas de RNA para formar um sistema complexo onde o mensageiro RNA é traduzido em proteína, tornando-o um sistema com papel crucial na síntese de proteína na célula. Ele requer um mínimo para que o ribossomo sobre 53 proteínas e 3 polinucleotídeos.

5- Anticorpos e o sistema imune adaptativo: Anticorpos são como os “dedos” de um sistema imunológico, eles permitem a distinção entre um invasor e algo do próprio corpo. Os anticorpos devem ser formados em maquinas moleculares. Células de linfólito no sangue produzem anticorpos misturando e combinando a porção de genes especiais para produzir mais de 100.000.000 variações de anticorpos. Esse sistema é irredutivelmente complexo, pois a maioria de seus componentes tem que estar presentes para que ele funcione. Segundo Behe “um numero enorme de anticorpos não faz muita coisa se não tiver um sistema para matar os invasores. Um sistema para matar invasores não faz muito se não tem maneira de identificar eles. Em cada passo nós paramos não apenas pelos problemas do sistema local, mas também pelos requerimentos do sistema integrado.” [2]

Esses são apenas 5 exemplos de uma lista de 40 maquinas moleculares irredutivelmente complexas.
O alfabeto genético que o DNA possui é composto pelas letras A, T, C e G. Dentro de cada uma das celular do corpo humano, há 3 bilhões de pares dessas letras. Nosso corpo tem trilhões de celular e produz milhões a cada segundo. Cada uma dessas células é irredutivelmente complexa e seus subsistemas também.

O olho

Um exemplo muito usado para indicar complexidade irredutível é o olho. No entanto, em seu livro “A Caixa Preta de Darwin”, Michael Behe argumenta que esse não é um exemplo de complexidade irredutível. Ele diz:

“Os músculos que focam a lente ou tornam a função do olho como aparato de contração que pode ser aplicado em diversos sistemas diferentes. A percepção da luz pela retina não é dependente dele. Dutos de lagrimas e as tampas do olho são sistemas complexos, mas separáveis da função da retina” [3]

Então, podemos dizer que o olho não é um exemplo de complexidade irredutível. Pelo menos, até mais estudos serem feitos.

Andaimes químicos?

Alguns podem argumentar que existem “andaimes químicos” que são construídos em volta de um sistema para permitir que ele evolua gradativamente. Mas isso só complica mais a complexidade irredutível. Primeiro, não existem evidencias disso. Segundo, mesmo se existirem, eles exigiriam que alguém os construísse ali, nos lugares certos.

Conclusão

As descobertas de Michael Behe trazem um grande desafio ao mecanismo darwinista de evolução. Behe conclui:

“O resultado desses esforços cumulativos de investigar a célula — investigar a vida ao nível molecular — é um clamor alto, claro e penetrante do 'projeto'! O resultado é tão inequívoco e tão significante que deve ser considerado como um dos maiores feitos na história da ciência. Essa descoberta rivaliza com as de Newton e Einstein.” [4]

Fontes

[1] – Charles Darwin, “The Origin of Species”, p. 171
[2] – Michael Behe, “Darwin’s Black Box: The Biochemical Challenge to Evolution”, p. 138
[3] – Idem, p. 38
[4] – Idem, pp. 232, 233

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