segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Os piores argumentos contra o Teísmo #7 - A definição de "a-theos"

Alguns naturalistas vão dizer “Somos todos ateus! A única diferença entre nós é que eu acredito em um Deus a menos que você!” Seria esse o caso mesmo? Somos todos ateus/naturalistas mesmo? Ou pior, quando ateus dizem que “eu apenas não tenho crença”. Esse ultimo não é bem um "argumento", mas sim uma "rota de fuga" de discussões. 

A definição de ateísmo


O ateu é aquele que mantêm a posição de que não há Deus ou deuses. O Teísta Cristão acredita que existe um Deus. Então, não, Cristãos não são “ateus com apenas um Deus”.

Apenas ausência de crença?

Alguns naturalistas, para fugir do “ônus da prova”, vão dizer que “a-teismo” é a ausência de crença. Eles dirão que o prefixo “a” antes do “theism” no grego original indica a “ausência de theos/Deus”, levando-nos a crer que é apenas a ausência de crença. Mas não é assim que o prefixo funciona em grego. Como Shandon Guthrie colocou:

“Quando você tem algo como ‘a-theos’, quer dizer, a ausência de Deus, não é a ausência da propriedade de uma crença. É a ausência de uma propriedade metafísica. É como quando você diz ‘esses dois sinais não estão assíncronos’. Não é a ausência de crença de que eles estão sincronizados, mas a ausência de sincronicidade nos próprios sinais. Então quando alguém usa ‘a-theos’, historicamente eles querem dizer que o universo não tem Deus” [1]

Você não pode provar uma negativa!

Alguns dirão que é impossível provar uma afirmação negativa, portanto não da pra provar que Deus não existe. No entanto, isso não passa de ignorância. Como William Lane Craig disse, “você pode mostrar, por exemplo, que há uma contradição lógica em um conceito. Não há coisas como solteiros casados ou quadrados circulares.” [2]

E se esse for o caso?

E se ateísmo for apenas a ausência de crença? Então ateísmo não é uma posição racional. É apenas um estado psicológico. Mas um bebê, um gato, um cachorro ou até mesmo uma arvore tem a mesma posição, eles não tem crença em Deus. Mas há outros problemas:

Não é pró-razão ou pró-ciência

Se o ateísmo é apenas a ausência de crença, então não é uma posição. Com isso, ele não pode dar suporte a nenhuma crença positiva. Ateus podem ser a favor da “razão” e da “ciência”, mas eles não são a favor disso por causa de seu ateísmo.
Se eles querem dizer que o ateísmo “ama a razão e a ciência”, então eles tem que mostrar qual crença eles tem.

Não é moralmente progressivo

Se o ateísmo não da suporte a nenhuma crença, então podem ou não valorizar a abolição da escravidão, casamento gay, igualdade da mulher, aborto, comunismo, etc.
Nenhum padrão moral é implicado por “eu tenho ausência de crença em deuses”. Nenhuma visão moral pode ser logicamente fundada simplesmente pela ausência de crença em Deus.

Ateísmo é uma crença confortável.

Cristãos são acusados de crer em Deus porque “essa crença da conforto”. Mas (como vimos em outro texto) esse não é o caso. C. S. Lewis colocou também:

“Eu não fui para a religião para ela me fazer feliz. Sempre soube que uma garrafa de vinho do porto faria isso. Se você quer uma religião para te fazer sentir realmente confortável, eu certamente não recomendaria o Cristianismo.”

Veja também o que Marcos diz:

“Então ele chamou a multidão e os discípulos e disse: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa e pelo evangelho, a salvará.Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?Ou, o que o homem poderia dar em troca de sua alma?Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras nesta geração adúltera e pecadora, o Filho do homem se envergonhará dele quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos". (Marcos 8:34-38)

Agora, se ateísmo é apenas a ausência de crença, então você não precisa de sacrifício nenhum. Se você quer viver “livre, leve e solto”, sem obrigação nenhuma, então “ausência de crença” se torna bem atraente. [3]

Conclusão

Uma redefinição de ateísmo se torna atraente para quem não quer encarar o ônus da prova. Já que quase não existe nenhum bom argumento para o naturalismo, então fugir do ônus da prova se torna algo bem atraente.

Fontes

[1] – How Atheists Distort the Definition of Atheism, https://www.youtube.com/watch?v=xOdlK2Q5dYk
[2] – Reasonable Faith Podcast, “The Definition That Will Not Die!”, http://www.reasonablefaith.org/the-definition-that-will-not-die
[3] – Reasons for God: “What If Atheism Really Is Just A ‘Lack of Belief in God’?”, http://www.reasonsforgod.org/2013/03/what-if-atheism-really-is-just-a-lack-of-belief-in-god/


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