domingo, 28 de setembro de 2014

Os piores argumentos contra o Teísmo #10 - "Não existem verdades absolutas!"

É normal ver pessoas dizendo que a verdade é relativa. O que é verdade pra você é verdade pra você, o que é verdade pra mim é verdade pra mim. Mas será mesmo que isso é verdade?

Não existem verdades absolutas?



Eu sempre achei que era obvio que o contrario de verdadeiro era falso. Por essa razão, não dei muita atenção ao tema até hoje. Pensava que as pessoas conseguiriam enxergar os erros desse relativismo.
Recentemente, porem, tenho me deparado com mais pessoas que dizem que “não existem verdades absolutas” e por essa razão decidi escrever um texto sobre o assunto.
Todos nós exigimos a verdade a todo o momento:

- Pais querem que seus filhos contem a verdade.
- Queremos a verdade quando lemos a bula de um remédio.
- Queremos que os culpados sejam verdadeiramente condenados

Em vários momentos, por diversos motivos, sempre queremos a verdade. Mas já percebeu que existem assuntos que, apesar de terem um impacto enorme no mundo, as pessoas resolvem se tornar relativistas com relação a eles? Nosso mundo tem se tornado relativista principalmente com relação a dois assuntos: Religião e Moralidade.
Parece que as pessoas tem medo de saber se esses dois assuntos possuem uma verdade. Se existe uma religião verdadeira, então seria irracional ir contra ela por algum motivo particular. (Claro que ser “obrigado” a seguir o Cristianismo, por exemplo, seria contrario a doutrina do mesmo).
Se existe uma lei moral objetiva, um jeito certo e errado de se viver, então nós deveríamos parar de ser egoístas e de achar que certos e errados são relativos.
Ao que me parece, pessoas “relativizam” esses dois tópicos para se sentirem confortáveis. No entanto, as pessoas parecem não perceber as conseqüências de seus atos.

As diferenças entre as visões de mundo – Podem todas elas serem verdadeiras?

Vamos ver três diferentes visões de mundo:

Teísmo – Acreditam que há um Deus, que criou tudo e é ativo no mundo:

- Cristianismo
- Islamismo
- Judaísmo

Panteísmo – Acreditam que tudo é Deus:

- Hinduísmo
- Budismo

Ateísmo – Acreditam que não há Deus.

Os Cristãos creem em uma Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo – Três pessoas que são um Deus.
Os Muçulmanos creem que Alah é Deus, um Deus unitário, para eles, Jesus nunca foi morto ou crucificado e era apenas um profeta.
Os Judeus creem apenas na existência do Deus Pai (apesar da Trindade estar implícita no Antigo Testamento)
No entanto, é logicamente impossível que todos estejam corretos. Seus conceitos de Deus são bem diferentes. Veja outro exemplo sobre vida pós-morte:
Os Cristãos creem em céu e inferno, e creem que a única salvação é através de Jesus.
Os espíritas (apesar de se dizerem cristãos, estou os separando pela ideia diferente nesta parte) e alguns panteístas crêem que depois da morte reencarnamos.
Os ateus crêem que nossa existência acaba. Não vamos nos arrepender do que não fizemos, vai tudo acabar. Não seremos julgados. Não seremos nada.
Mas não podem todos estar corretos. Podem todos estar errados, mas não todos corretos. Se o Céu e o Inferno forem verdadeiros, quando um ateu morrer ele dirá “Não pode me mandar pro inferno, já que pra mim ele não existe”?
Frank Turek e Norman Geisler disseram:

“A alegada ressurreição de Cristo é outro exemplo. Os cristãos afirmam que Jesus ressuscitou dos mortos, enquanto os muçulmanos dizem que Jesus nem mesmo morreu. Mais uma vez, uma dessas visões está certa e a outra está errada. Como podemos saber qual delas é a certa? Avaliando cada uma dessas afirmações conflitantes supostamente verdadeiras em relação à comprovação histórica.” [1]

Ao contrario do que muitos tem ensinado por ai, a verdade não é relativa. Se algo for verdade, é verdade pra todos. Não deveria haver necessidade de dizer o obvio: O contrario de verdadeiro é falso.
Se eu vou ao banco e digo que quero sacar 10 mil reais e ele diz que só tenho 5 mil, eu não posso dizer “isso é verdade pra você, mas não pra mim!”.
As verdades sobre a verdade:

- A verdade não pode ser inventada, mas sim descoberta. Ela existe mesmo que ninguém saiba.
- A verdade transcende culturas. Se algo é verdade, é verdade pra todos, mesmo que algumas culturas não acreditem nela.
- A verdade é imutável. Mesmo que nossas crenças sobre a verdade possam mudar, a verdade não muda.
- A verdade não pode ser mudada por crenças. Alguém pode acreditar com toda a sinceridade que o sol gira em torno da Terra, mas essa pessoa estará sinceramente errada.
- A verdade não pode ser afetada pelas atitudes de quem as professa.
- Todas as verdades são absolutas. Até mesmo as que parecem ser relativas (Ex.: “Eu estou com frio”, pode parecer relativo, mas o fato de que eu estou com frio é absoluto.)

Não é porque as pessoas tem opiniões e crenças diversas que não existe uma verdade absoluta.
Suponha que você encontra dois amigos que acabaram de sair do cinema e você pergunta se o filme foi bom. Um deles diz “sim” e o outro “não”. Você sairia dizendo “obrigado, isso foi muito util!”
Para saber a verdade, temos que avaliar as evidencias e razões que tornam essa verdade, e fato, verdade. Por exemplo, os argumentos cosmologico, teleologico e ontologico podem nos dizer que é racional crer que Deus existe e que sua existência é mais provável do que não. A ressurreição de Cristo, se ocorreu, torna o Cristianismo em verdade absoluta.
Através de dedução e indução podemos descobrir algo como sendo altamente provável. Podemos deduzir, por exemplo:

1- Todos os homens são mortais.

2- Sócrates é homem.

3- Portanto, Sócrates é mortal.

É uma posição auto-refutável

O maior problema desse argumento é que ele refuta a si mesmo. Afinal, a afirmação "não existem verdades absolutas", é uma verdade absoluta?
Alguém poderia argumentar que "toda a regra tem uma exceção", mas outra pergunta surge: Existe exceção pra regra de que toda regra tem uma exceção?

Conclusão

Em suma, essa posição é tola e fraca. Só é uma posição para as pessoas do mundo relativo de hoje em dia. Alem disso, ela refuta a si mesma, pois não sobrevive a própria afirmação.

Fontes

[1] – Frank Turek e Norman Geisler, "Não Tenho Fé Suficiente para ser ateu", p. 16

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