quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A Existência de Deus #3 - O Argumento Teleológico Tomista


Em suas três primeiras vias, São Tomas de Aquino mostra seu Argumento Cosmológico. Já em sua quinta via, ele nos da uma espécie de Argumento Teleológico ou Argumento do Design/Projeto. Tomas de Aquino dizia que todas as coisas na natureza operam segundo um fim, mesmo quando não possuem consciência. Esses fins deveriam ser dados por um ser superior.

O Argumento Teleológico Tomista


Premissa 1 – Nós vemos que corpos naturais trabalham com um objetivo, e não o fazem por acaso.

Tomas de Aquino dizia que todas as coisas na natureza operam segundo um fim, mesmo quando não possuem consciência. Tudo o que é natural trabalha com algum objetivo, sejam frutas, sementes, etc. Essas coisas devem ter objetivos. Uma arvore, por exemplo, produz sementes que dão origem a outras arvores.

Premissa 2 – A maioria das coisas naturais não tem conhecimento.

Todas essas coisas não possuem conhecimento, raciocínio, consciência. Elas são simplesmente coisas com um objetivo final. Oxigênio, hidrogênio, a luz do sol, etc. Todas essas coisas tem um modo de causa eficiente. Apenas estudando essas coisas nós podemos ver seu proposito 

Premissa 3 – Mas, como uma flecha atinge seu algo porque é direcionada por um arqueiro, o que não tem inteligência atinge seu objetivo sendo direcionado por alguma inteligência.

Todas essas coisas impessoais atingem seu objetivo. Sementes de papoulas sempre geram papoulas. Bolotas de carvalho sempre geram carvalho. Uma fruta alimenta o ser vivo. Mas como essas coisas podem ter um objetivo ligado a nós e outros seres vivos, sem alguém tenha planejado isso?
Tanto o poder da causa eficiente quanto sua finalidade estão ali para serem vistos, mesmo se ninguém souber que eles estão ali. (Compare com o reflexo de alguma coisa no espelho: Você vê o reflexo mesmo se você não souber que ele só pode estar la se tiver algo alem do espelho para ser refletido.)

Conclusão – Portanto, algum ser inteligente existe que faz todas as coisas naturais serem direcionadas a seu objetivo; e este ser é o que chamamos de Deus.

Dada a verdade das premissas, a conclusão se segue pela lógica. Para Aquino, as coisas que não possuem consciência não podem ter objetivos, a não ser que esteja sob a direção de alguém inteligente. Portanto os objetivos das coisas inconscientes da natureza se devem a um ser superior. Esse ser é o que chamamos de Deus.

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