terça-feira, 23 de setembro de 2014

Defendendo o AC Kalam #1 - A Objeção de Richard Dawkins


Em seu livro, “Deus, um delírio”, o biólogo ateísta Richard Dawkins levanta algumas objeções a diversos argumentos para a existência de Deus. Mas, seriam essas objeções realmente fortes? Alvin Plantinga não acha. De acordo com Plantinga, os argumentos de Dawkins são tão falaciosos, que nem alunos principiantes de filosofia cometeriam tais erros. Com isso em mente, vamos ver qual a resposta de Dawkins ao Argumento Cosmológico Kalam.
A objeção de Dawkins

Dawkins diz o seguinte:

“Ainda que nos permitamos o luxo ambíguo de evocar um terminador para a regressão temporal infinita, dando-lhe um nome, não há a menor razão para dotá-lo de nenhuma das propriedades atribuídas normalmente a Deus: onipotência, onisciência, bondade, criatividade para projetar — para não mencionar atributos humanos como ouvir orações, perdoar pecados e ler os pensamentos mais íntimos.” [15]

A irrelevância da objeção de Dawkins

Repare que Dawkins não nega o fato dessa causa ter que ser um agente pessoal transcendente. O que ele quer dizer é que não precisamos atribuir a essa causa outros atributos normalmente atribuídos a Deus como ser moralmente perfeito ou ouvir orações. Legal! Pois a proposta do argumento nunca foi dizer que essa causa possui esses atributos. A proposta do argumento é chegar a conclusão lógica de uma causa pessoal transcendente que pode ou não ter esses atributos. E podemos ver que tem por meio de outros argumentos (como o moral ou o da ressurreição de Jesus).

Conclusão

Deixando de lado o fato de Dawkins ser uma pessoa bastante imoral, eu realmente não entendo como pessoas acham que Dawkins tem objeções fortes a existência de Deus. Ele pode ser um grande biólogo, mas quando se trata de argumentar sobre o metafísico, ele simplesmente é um leigo. 

Fonte


[1] – Richard Dawkins, The God Delusion, p. 77

Nenhum comentário:

Postar um comentário