segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Minha opinião sobre o filme "Deus não esta morto"


Recentemente lançado, o filme “Deus não esta morto” ficou até famoso por sua mensagem explicita em seu nome. De fato, eu esperava muito esse filme e até acabei gostando, mas vou tentar fazer uma analise do ponto de vista apologético.


A vida Cristã no filme

O filme tem como personagem principal Josh Weaton, um cristão que é desafiado por seu professor mega-ateu (do tipo ATEA de ser babaca) a provar que Deus existe. Apesar desse ser um caso real em algumas faculdades dos EUA (nos créditos eles listam casos reais que foram inspiração para o filme) eu não acho que foi a melhor abordagem colocar tanto “nhé nhé” no filme. Tem muita “side-story” e muita apelação a coisas “pesadas”. Por exemplo, a guria que é expulsa de sua família muçulmana por se tornar cristã. Essas coisas realmente acontecem, mas acho que não era algo necessário para o filme (a não ser que aquele “meio romance” do fim fosse algo necessário).

Os Argumentos

Essa foi a parte que mais me desapontou. Josh apenas faz menção ao argumento cosmológico de uma forma bem superficial. Ele diz “todos os cosmólogos aceitam hoje que o universo tem 14 bilhões de anos. Por anos os cristãos sabiam que o universo tinha tido um começo, enquanto os ateus pensavam que ele era eterno. Por milhares de anos os cristãos estavam certos e os ateus errados!”. Bom, grande coisa. É um fato que o universo como o conhecemos tem 14 bilhões de anos, não da pra negar isso cientificamente, mas dizer que isso é evidencia para a existência de Deus só porque os cristãos estavam certos por centenas de anos é terrível. Normalmente quando o argumento cosmológico é apresentado, são dadas razões para uma causa pessoal, não apenas dizer “estávamos certos sobre uma coisa, portanto estamos sobre outra”. A única parte que vale a pena dessa discussão foi a resposta a afirmação de Hawking de que o universo criou-se a si mesmo com a gravidade. Mas enfim... Péssima apresentação de um dos meus argumentos preferidos.
O argumento moral foi citado como resposta ao problema do mal, mas foi tão “jogado” que eu nem sei o que pensar disso. Claro, a existência do mal reforça o argumento moral, isso foi bem apontado, mas do jeito que foi apresentado parecia que Josh estava dizendo que ateus são imorais porque não acreditam em Deus. Isso foi péssimo.
Fora isso, Josh disse “A ciência apóia a existência dEle e você sabe disso!”. Isso é falso. A ciência pode nos dar motivos vindos da origem do universo e do ajuste fino do universo, mas isso não significa que a ciência apóia com provas irrefutáveis. Creio que nesse tópico a ciência seja neutra.

Uma mensagem importante aos cristãos

Se tem algo que eu posso dizer que saiu de bom do filme (alem da história ser “legalzinha”) é a mensagem aos cristãos. Esta na hora de acordar e parar com esse “vou só falar de Jesus e ta bom”. Como um incrédulo vai vir a Jesus se não acredita que Deus existe? Claro, podem acontecer coisas importantes na vida da pessoa que a façam vir a Deus, mas em uma conversa intelectual o cristão TEM que dar algumas razões razoáveis alem de sua experiência. No primeiro século, o Apostolo Paulo usou de argumentos em favor da existência de Deus. Ele apelava para as profecias cumpridas por Jesus e as testemunhas de Sua ressurreição. Quando ele conversava com céticos, apelava para as maravilhas da natureza e dizia que deviam ter sido feitas por um designer.
Jesus realizava milagres para mostrar sua divindade e cumpria profecias para que as pessoas vissem que Ele era o Messias. De fato, todo o evangelho de Lucas é uma obra apologética. Ele entrevistou diversas pessoas pra mostrar a verdade de Jesus.
A Apologética é algo comandado a todos os Cristãos:

Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês. (1 Pedro 3:15)

Respondeu Jesus: ‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’. (Mateus 22:37)

Conclusão


É um filme legalzinho. A história é legalzinha, a argumentação é fraca e a mensagem é importante. No mais, recomendo assistir apenas se estiver em uma espécie de “reunião com a família cristã”. A proposito, o livro é melhor.

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